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Política

Deputados divergem sobre realização dos leilões dos produtores

Por Leonardo Rocha | 21/11/2013 12:15
Democrata diz que os produtores apenas querem garantir segurança, sem fazer maldades aos índios (Foto: Divulgação)
Democrata diz que os produtores apenas querem garantir segurança, sem fazer maldades aos índios (Foto: Divulgação)
Almi diz que ato dos produtores pode gerar a organização dos indígenas para confronto (Foto: Divulgação)
Almi diz que ato dos produtores pode gerar a organização dos indígenas para confronto (Foto: Divulgação)

Os deputados divergem sobre a realização de leilões dos produtores rurais com o objetivo de contratar segurança particular para proteger suas propriedades das invasões indígenas. A situação gerou polêmica nas últimas sessões do legislativo, com troca de acusações e opiniões contrárias.

O deputado Zé Teixeira (DEM), que é a favor da realização dos leilões, destacou que quando existe ausência do Estado e “inércia” da Policia Federal, a melhor alternativa é os representantes dos produtores defenderem suas próprias propriedades.

“Não há nada de ilegal, os produtores estão doando seu patrimônio para garantir a segurança de suas terras, o setor está se organizando e tomando as medidas necessárias”, declarou.

O democrata ainda ponderou que não existe intenção de “fazer maldade” com os indígenas, já que nunca foi tomada esta atitude neste conflito no Estado. “Nunca se fez maldade com os índios, eles sim se organizaram e invadiram terras armados, os produtores não revidaram”, apontou.

Junior Mochi (PMDB), por sua vez, ressaltou que este fato novo será importante para que as autoridades competentes comecem a tomar providências sobre o caso. “A lei garante legítima defesa e a segurança de sua propriedade e área, mas fica notável que é o resultado da omissão da União”, destacou ele.

Clima de guerra – Já o deputado Cabo Almi (PT) não vê com bons olhos está ação dos produtores, já que se eles formarem “grupos” para se defender, nada impede que os movimentos sociais e os indígenas também se organizem e façam uma resistência.

“Não se pode levar a questão para ser resolvida no braço ou na força, a situação deve voltar ao início, na negociação e diplomacia e ao no enfrentamento”.

Laerte Tetila também entende que esta medida não gera solução, o que seria importante é cobrar um cronograma de ações para a desapropriação das terras.

“A melhor alternativa é um acordo selado e carimbado, com a definição das datas para a compra das terras, nem que estas sejam feitas em cinco anos, começando por duas ou três propriedades”, afirmou ele.

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