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Política

Ex-secretário diz que ausência de investimentos favoreceu Neorad

Por Leonardo Rocha e Kleber Clajus | 04/10/2013 11:45
Secretário diz que Neorad surgiu com a falta de investimentos do poder público (Foto: Marcos Ermínio)
Secretário diz que Neorad surgiu com a falta de investimentos do poder público (Foto: Marcos Ermínio)

O ex-secretário e deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM) afirmou que ausência de investimentos pelo poder público no tratamento de radioterapia em Campo Grande favoreceu a iniciativa privada e que foi neste momento que o ex-diretor do Hospital do Câncer, Adalberto Siufi, fez o investimento para criação na Neorad.

“Na época do ex-governador Pedrossian começou o tratamento aqui no Estado, depois ficou parado, os equipamentos foram desgastando e chegou o momento que favoreceu a iniciativa privada”, afirmou Mandetta.

O deputado destacou que a prefeitura tinha um convênio com o Hospital do Câncer e este é quem fazia a terceirização para Neorad. “Teve um momento em que havia uma fila de espera de 120 dias para que os pacientes fossem atendidos, nesta época foi feita a clinica do Adalberto Siufi”, explicou ele.

O vereador Coringa (PSD), integrante da CPI, afirmou que foi um ato de “oportunismo” de Siufi ao criar a Neorad durante este período. “A Neorad deu uma rasteira no município e no Estado, tendo este ato de oportunismo”, declarou ele durante a reunião.

Mandetta fez questão de enfatizar que a prioridade sempre foi o atendimento de saúde pública, para só depois cogitar as instituições filantrópicas e em último caso a iniciativa privada.

Repasse – O vereador Alex do PT fez questão de questionar o ex-secretário sobre o repasse de R$ 46 milhões ao Hospital do Câncer durante o período de 2005 a 2009. Coringa aproveitou o assunto e perguntou quanto custaria à construção de um novo hospital público. “Eram repassados R$ 900 mil por mês ao HC, mas não era apenas para a radioterapia e sim para cirurgias, ambulatório, exames e quimioterapia”, destacou Mandetta.

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