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Política

Professores protestam em vão contra redução de R$ 737 do salário dos temporários

Proposta do Executivo foi encaminhada em regime de urgência para Câmara Municipal que já votou texto

Por Gabriela Couto | 14/06/2022 16:50
Mobilizaçaõ em frente a Câmara Municipal na manhã de hoje. (Foto: Divulgação)
Mobilizaçaõ em frente a Câmara Municipal na manhã de hoje. (Foto: Divulgação)

A sessão desta terça-feira (14) da Câmara Municipal de Sidrolândia, a 71 km de Campo Grande, foi tomada por manifestantes da educação que protestaram contra projeto que tramitou em regime de urgência na Casa de Leis e que irá reduzir o salário dos professores temporários em 24%, o equivalente a R$ 737 por mês para cada docente.

Apesar do plenário lotado por cerca de 300 educadores, o texto foi aprovado por 8 a 6. Votaram a favor os vereadores Carlos Henrique, Joana Machado, Prof Gilson Galdino, Gabriel Auto Car, Gringo, Itamar Souza, Adelino Dias, Sandro Luiz. Foram contra a proposta: Gabardo, Adavilton Brandão, Cristina Fiuza, Cledinaldo Cotoccio, Enelvo Junior e Cleyton Martins. Agora o texto segue para o Executivo, autor do projeto que já confirmou que irá sancionar.

A justificativa para a redução do salário dos professores convocados, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura é que para garantir o reajuste dos professores efetivos e não atingir o limite prudencial do município de 51,3% da receita liquida comprometida com a folha de pagamento .

"O município vem dialogando e conversando com o sindicato no que tange ao reajuste. A diferença entre efetivo e comissionado sempre existiu. Já garantimos 11,99% e eles querem 33,24%. Não teria índice suficiente para atender toda a reivindicação da classe e por isso teve que fazer cortes e um desses foi dos professores temporário", justificou a assessoria.

O reajuste irá impactar R$ 300 mil ao mês, de acordo com o Executivo e mesmo assim não será suficiente para atender a proposta do governo federal de pagar o piso nacional. Outros cortes estão previstos nos próximos meses em todas as áreas da administração.

Alguns usaram nariz de palhaço durante mobilização. (Foto: Divulgação)
Alguns usaram nariz de palhaço durante mobilização. (Foto: Divulgação)

A reportagem tentou contato com representante do SIPREMS (Sindicato dos Profissionais da Rede de Ensino Municipal de Educação Básica de Sidrolândia), mas até o momento não conseguiu um retorno oficial.

Extraoficialmente a informação é que a própria categoria segue dividida. Alguns desejam fazer greve e novas mobilizações para tentar melhorar as condições salariais, outros acreditam que o percentual apresentado pelo Executivo não vai passar do apresentado.

Nas redes sociais, a publicação do sindicato da categoria trouxe as seguinte frases: "O SIPREMS e a FETEMS repudiam a votação contra os direitos dos professores da rede pública municipal de Sidrolândia. Os vereadores que forem contra os professores estarão marcados."

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