Veja ranking das cidades de MS com maiores taxas de homicídios
Sonora aparece no topo da lista do Atlas da Violência, enquanto Campo Grande concentra o maior número absoluto

Divulgado nesta terça-feira (26), o Atlas da Violência mostra quais cidades de Mato Grosso do Sul tiveram as maiores taxas de homicídios em 2024. O levantamento, feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), usa dados do Ministério da Saúde e permite comparar os índices registrados em todos os municípios do país.
RESUMO
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O Atlas da Violência 2024, divulgado pelo Ipea e pelo FBSP, aponta Sonora como a cidade com maior taxa de homicídios em Mato Grosso do Sul, com 74,2 casos por 100 mil habitantes. Campo Grande lidera em números absolutos, com 175 registros, mas taxa de 18,3, abaixo da média nacional de 20,1. O estado somou 519 homicídios, enquanto o Brasil registrou 42.590, o menor índice desde 2014.
Em Mato Grosso do Sul, Sonora aparece no topo do ranking estadual, com taxa de 74,2 homicídios por 100 mil habitantes. O município registrou 11 casos em 2024, para uma população de 14.822 pessoas. No ranking nacional, a cidade ocupa a 110ª posição.
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Na sequência aparecem Iguatemi, com taxa de 57,1; Angélica e Taquarussu, ambas com 53,6; Antônio João, com 51,9; Japorã, com 47,6; Paranhos, com 45; Juti, com 42,8; Brasilândia, com 42,2; e Coronel Sapucaia, com 40,9.
Apesar de o ranking ser liderado por cidades do interior, os dados precisam ser lidos com cautela. Em municípios pequenos, poucos casos são suficientes para elevar bastante a taxa por 100 mil habitantes. Taquarussu, por exemplo, aparece entre as maiores taxas do Estado mesmo tendo registrado 2 homicídios no ano, porque a população estimada é de 3.730 moradores.
Já quando a análise considera o número absoluto de registros, Campo Grande lidera com folga. A Capital teve 175 homicídios em 2024, o maior total de Mato Grosso do Sul. Mesmo assim, a taxa ficou em 18,3 por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 20,1.
Depois de Campo Grande, os maiores volumes aparecem em Dourados, com 42 homicídios; Três Lagoas, com 23; Corumbá, com 22; Ponta Porã, com 21; e Sidrolândia, com 15. Esses municípios concentram parte importante dos casos, embora nem todos estejam entre as maiores taxas do Estado.
Ao todo, 28 municípios de Mato Grosso do Sul tiveram taxa igual ou superior à média nacional de 20,1 homicídios por 100 mil habitantes. Mundo Novo aparece exatamente nesse patamar, com 4 casos. Acima da média estão cidades como Sonora, Iguatemi, Angélica, Taquarussu, Antônio João, Japorã, Paranhos, Juti, Brasilândia, Coronel Sapucaia, Tacuru, Chapadão do Sul, Sete Quedas, Douradina, Sidrolândia, Itaporã, Bela Vista, Amambai, Ribas do Rio Pardo, Cassilândia, Inocência, Corumbá, Ponta Porã, Coxim, Naviraí e Jardim.
Na outra ponta do levantamento, 15 cidades de Mato Grosso do Sul não registraram homicídios em 2024. A lista inclui Água Clara, Alcinópolis, Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bandeirantes, Corguinho, Figueirão, Jaraguari, Jateí, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Rio Negro, Rochedo, Santa Rita do Pardo e Selvíria.
No país, o Atlas contabilizou 42.590 homicídios em 2024, com taxa de 20,1 casos por 100 mil habitantes, o menor patamar desde 2014. Em Mato Grosso do Sul, somando os dados dos municípios listados, foram 519 homicídios no ano, com taxa aproximada de 17,9 por 100 mil habitantes.
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