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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

18/06/2013 17:11

Revoltados com ordem de retirada, índios fecham BR 262 em Miranda

Ângela Kempfer e Evelyn Souza

Índios acampados na Fazenda Esperança desde dia 1º de junho bloquearam há cerca de meia hora a BR 262, em Miranda.

O grupo, de cerca de 200 manifestantes, fechou a estrada com pneus e pedaços de paus e impede completamente o tráfego. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a interdição ocorre na altura do quilômetro 527 a previsão é de bloqueio por, pelo menos, 2 horas.

Já os índios garantem que não há previsão para deixar o local. O trecho dá acesso à fazenda localizada em Aquidauana, que é reivindicada pela comunidade terena para ampliação da aldeia Ipegue. "Querem a presença da imprensa e principalmente de alguma autoridade aqui", diz o terena Mauro Paes.

Ele diz que a comunidade pretende fazer uma assembleía pra discutir a decisão judicial, até lá, não vão liver a estrada. "Tá tudo parado, ninguém passa e já tem congestionamento", avisa.

Hoje pela manhã, os terena foram notificados de decisão da Justiça Federal para saída da área. Os índios ganharam prazo de 10 dias para a desocupação pacífica.

A decisão para a retirada é do juiz Renato Toniasso, da 1ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande. Os donos da fazenda entraram com o pedido de reintegração de posse logo após a invasão. 

O magistrado afirma que “decorrido o prazo dado, sem que a FUNAI consiga a desocupação espontânea, o uso da forca policial será inevitável, pois as decisões judiciais devem ser cumpridas, sob pena de instalar-se o caos, em termos de segurança jurídica”, completa.

Apesar da reivindicação da posse, os donos da propriedade afirmam que possuem a titularidade das terras há mais de 100 anos e que foram feitas edificações e benfeitorias na área.

Por outro lado, a Funai alega que a demora na demarcação das terras é perigosa em razão da situação atual na relação entre índios e fazendeiros. A entidade indígena também afirma que a Fazenda Esperança já foi reconhecida tradicionalmente como terra indígena e que o relatório de identificação e delimitação já foi aprovado.

O fazendeiro, Nilton Carvalho, que disputa a área com os terena, diz que "espera que haja bom senso, maturidade, paz de espirito para que 'as coisas sejam resolvidas'".

A expectativa dele é pelo retorno do ministro da Justiça, na próxima quinta-feira. "Espero que o ministro não venha só com conversa, que traga soluções. De conversa, os índios e os produtores estão de saco cheio. Meus empregados que são índios terenas, que vivem do trabalho também foram proibidos de entrar lá".

Nilton diz estar cansado das indefinições sobre a questão indígena em Mato Grosso do Sul. "Estamos cansados, quero que minha vida continue, as contas chegam, mas minha vida parou", conclui.

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As respostas são muito simples a partir de 1.500 quando nossos avós foram expulsos de nossas terras por turcos italianos e dentre outros não tinham defesa e desde la vinhemos sendo massacrados até hoje pelos curruptos desses governantes que venderam nossas terras a preço de nada hoje a paciencia esgotou com a corrupção desse país a policia matou meu irmão oziel para defender um turco e afinal ainda ta procurando inocentar earamos so nos mais agora o Brasil esta conseguindo enchergar os erros dos malfeitores... só queremos de volta o que é nosso mais vcs complicam e acabam dificultando cada vez mais. a gente não usa arma letal mais a paciencia esta acabando porque só tão nos matando e inocentando os culpados? mas afinal somos ser humano tambem e rassalto novamente o Brasil acordou
 
enok reginaldo em 18/06/2013 23:28:19
Sabe onde está o problema? na funai que nada resolve, não passa de um cabide de empregos, de interesses próprios que estimula as invasões, que nem ao menos proporciona qualidade de vida na terra que os indigenas já tem, tinha que instalar uma cpi na funai, os indios deveriam tambem parar de destruir propriedades, rasgar ordens judiciais, eles tem que lutar por dignidade, escola, segurança e saúde para o seu povo, as terras que ganharem que se produzam nelas, que prosperem e que não deixe o mato tomar conta, já que são um povo guerreiro que deixem de se condicionar a situação de esmolas e miséria, conheço indios que hoje são advogados, médicos, excelentes profissionais e que tambem vieram de aldeias, porem eles por mérito e vontade própria traçaram o seu destino com paz e dignidade
 
ney fernando em 18/06/2013 23:12:53
O alicerce de qualquer sociedade é a lei e a moral. Quando a lei é aplicada somente para alguns e quando é conveniente; quando a policia, mal preparada não cumpre ordens judiciais e quando os governantes fazem vista grossa ou se acomodam diante do vandalismo, a baderna e as invasões, uma luz vermelha está para se acender porque a amarela já está acesa faz tempo. As instituições não funcionam e acaba virando a lei da selva. Protestar e reivindicar que é legítimo e democrático, acaba sendo feito de forma violenta com invasões, bloqueios e vandalismo que prejudicam muita gente que não tem nada com isso. Nunca estivemos tão órfãos de verdadeiros líderes e tão sem rumos como agora.
 
Paulo Lemos em 18/06/2013 20:28:54
Não se submetem a leis, decisões judiciais ou a ordens. Que sejam tratados como tal. E não como coitados ou pessoas não sabedoras das obrigações.
 
Adriano Magahães em 18/06/2013 20:24:20
Normalmente os índios expulsam os proprietários em 24 horas aí o Poder Judiciário da um prazo de 10 dias, aí aparece um promotor e derruba a liminar e fica nessa briga de gato e rato e o dono da terra só vai perdendo, os índios comem seus bois, queimam sua casa, derruba suas cercas e tá tudo bem, aí vem o SR. ministro passear e não resolve nada, não precisa vir é só canetar.
 
joao braz em 18/06/2013 18:43:57
Ja é uma palhaçada. Os índios querem ser iguais aos brancos quando se trata de direitos. Quando se trata de deveres são índios "inocentes"? Não respeitam as leis do Brasil. Gostaria que algum desses movimentos que apoiam os índios divulgarem se os índios produzem nas terras que já tem. E que sobrevivem no minimo dela? Recebem salario minimo na Funai, possuem um tratamento de saúde exclusivo, gratuito melhor que os do branco. O movimento tem que se começar pelo litoral, la foi o primeiro lugar que o homem branco "tomou" a terra dos índios. A FUNAI deveria estar preocupada em inserir o índio no mercado de trabalho, e não incentivar tais ato.
 
Orivaldo Mundim em 18/06/2013 18:26:27
O que eu acho muito engraçado é o seguinte: Pessoas saem em passeatas pelo Brasil afora exigindo mudanças contra os políticos ladrões e são repelidos a tiros pela polícia. Os índios invadem propriedades, matam pessoas e destroem tudo por onde passam, além dos bloqueios e a polícia não faz nada. Onde fica o direito de ir e vir do povo brasileiro respaldado pela Carta Maior?
O que está faltando é um enfrentamento, tirarem estes arruaceiros das propriedades e das rodovias, mesmo que seja preciso chegar ao extremo.

 
José Fernandes de Moura em 18/06/2013 17:56:21
Estou perplexa cada dia que passa como os índios estão ousados, agressivos, seguros bloqueiam estradas, ameaçam os proprietários não importa se são pequenos produtores rurais, cujo o terra é o único bem que possui, que na maioria das vezes é herança deixado por seus antepassados, documentados há mais de 100 anos. Nem muito menos a justiça, que sabem que só invadem para arrendar o pasto. quanto a reintegração de posse um determina outro suspende,enquanto isso eles aprontam cada vez mais.Acho que as determinações deve ser cumpridas dentro do prazo, nem uma hora a mais ou a menos, só assim terão limites,outras pessoas não tem esse privilegio todo. Tem que ser arma letal igual eles usam para invadir, se tivessem tirado eles quando invadiram as primeiras terras, aqui de dois irmãos do buriti.
 
sonia maria ribeiro em 18/06/2013 17:55:17
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