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Cidades

Aposentado perde carro ao cair no golpe do “envelope branco” na Capital

Por Edivaldo Bitencourt | 03/10/2013 16:13

Um funcionário público federal, de 48 anos, foi mais uma vítima do golpe do “envelope branco” em Campo Grande. Ele acabou entregando o veículo, avaliado R$ 14,5 mil, ao golpista no mês passado.

Este não é o primeiro golpe aplicado pelos estelionatários na Capital. Em outro caso, um empresário teve prejuízo de R$ 2 mil ao cair no golpe do falso depósito. Os bandidos depositam um envelope em branco no caixa eletrônico com o valor maior, depois ligam pedindo a devolução do dinheiro depositado a maior por “descuido”.

O drama do servidor federal começou após o anúncio do veículo Fox 1.0, ano 2006, no site Bom Negócio. Ele recebeu a ligação do suposto comprador no dia 21 de setembro deste ano. Apesar do número ser do Mato Grosso, ele se apresentou como empresário e dono de uma pousada em Bonito (MS).

Revelou que ia comprar o carro para a esposa e gostou do preço. Pediu o número da conta corrente no Banco Bradesco, onde “efetuou” o depósito de R$ 14,5 mil. Ele ligou 15 minutos depois e falou que tinha depositado o dinheiro, revelou a vítima.

Ele foi conferir o saldo na internet e verificou três depósitos, sendo dois no valor de R$ 5 mil e um de R$ 4,5 mil. Depois de 10 minutos, ligou novamente, pedindo o endereço para pegar o veículo.

O funcionário público agiu de boa fé e entregou o veículo para um suposto funcionário do golpista. Ele só levou o documento de porte obrigatório. Como a entrega ocorreu por volta das 16h30, a vítima só descobriu o golpe na segunda-feira, quando foi ao banco sacar o dinheiro. Os envelopes estavam em branco e o servidor se deu conta de que perdeu o Fox.

Na terça-feira, o estelionatário ligou de novo e, de forma debochada, admitiu que o servidor aposentado caiu num golpe. No entanto, tentou negociar a devolução do carro, que ainda estava em Campo Grande. Ele exigiu o pagamento de R$ 2,5 mil para devolve-lo. O servidor fez boletim de ocorrência na Polícia e tentou negociar com o bandido.

Eles chegaram a um acordo para a realização de dois pagamentos de R$ 1 mil em duas contas correntes diferentes o Bradesco. No entanto, a vítima não fez o depósito e não atendeu mais as ligações. Até o momento, a polícia também não encontrou o veículo.

O funcionário contou que decidiu contar a sua história para que outras pessoas evitem cair no golpe do “envelope branco”.

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