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Capital

Arma de serviço foi usada para matar empresário; PRF promete investigar

Por Mayara Bueno | 31/12/2016 15:48
Policial foi preso horas depois. (Foto: Simão Nogueira)
Policial foi preso horas depois. (Foto: Simão Nogueira)

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) promete investigar a conduta de Ricardo Hyun Su Moon, 46 anos, policial que matou a tiros o empresário Adriano Correia do Nascimento, 33 anos, na madrugada deste sábado (31), em Campo Grande. Segundo a corporação, o policial, que está preso, estava a caminho do trabalho e atirou com a arma que utiliza em serviço.

De acordo com o setor de comunicação, a PRF abriu procedimento disciplinar, mas não há prazo para conclusão. Não foi divulgada a lotação do servidor, somente que Ricardo trabalha na região de fronteira e estava indo para sua unidade de fiscalização no momento da abordagem.

A corporação informa que precisa aguardar o resultado da investigação, antes de falar em eventual expulsão do policial. Ele estava há pouco tempo em Mato Grosso do Sul, pois atuava em São Paulo, segundo disse, anteriormente, o delegado João Eduardo Davanço, que cuida do caso, e que também confirmou a prisão em flagrante por homicídio e tentativa de homicídio.

Ricardo conduzia um Mitsubishi Pajero e disparou contra uma Hilux, conduzida pelo empresário. A vítima foi atingida no pescoço, perdeu o controle da direção e o veículo derrubou um poste de iluminação pública. Ele morreu no local. A explicação de Ricardo para atirar contra o empresário foi de legítima defesa.

Agnaldo Espinosa da Silva, 48 anos, e o filho de 17 anos também foram feridos, mas passam bem. As vítimas continuam na Santa Casa, já fora do atendimento emergencial, e também devem ser ouvidas pela polícia.

Mais cedo, Enilton Pires Zalla, delegado plantonista da Depac, disse que, a princípio, o que houve foi de fato um desentendimento de trânsito. Adriano tinha 33 anos e era dono do Sushi Express, em Campo Grande.

O nome do policial rodoviário só foi divulgado horas depois. Até então, a Polícia Civil ainda não havia informado o nome à imprensa, nem demais detalhes. As informações completas estão sendo repassadas em uma coletiva na Delegacia de Pronto Atendimento do Centro.

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