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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

30/04/2013 09:22

Capital não adere à greve do BB e sindicalistas protestam no Centro

Luciana Brazil
Integrantes do sindicato fazem manifestação no centro da cidade. Integrantes do sindicato fazem manifestação no centro da cidade.

Integrantes do Sindicato dos Bancários da Capital fazem um protesto, na manhã de hoje, em frente à agência do Banco do Brasil, na Afonso Pena, contra a aprovação do plano de carreiras da instituição, aprovada em fevereiro deste ano. Com faixas, os manifestantes querem novamente a gratificação de função, fim do assédio moral, entre outras medidas.

Em votação, funcionários do Banco do Brasil, de Campo Grande, decidiram não aderir à paralisação de 24 horas feita em várias cidades do país. Em protesto contra o plano de carreiras, Dourados foi a única cidade do Estado a seguir a orientação do Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

“Não conseguimos maioria para aderir, mas os funcionários vão trabalhar de preto, de luto pela decisão da instituição”, disse a presidente do Sindicato dos Bancários da Capital, Iaci Azamor Torres.

Ela lembra que a mudança prejudica a todos os servidores e reduz, em até 30%, o salário dos funcionários. Além disso, segundo Iaci, os salários começam a ser congelados com a nova formula de cálculo. “O que era para ser piso salarial passa a ser teto”.

Os sindicatos exigem a abertura de negociação e dizem que o plano foi implementado sem consulta aos funcionários. Iaci lembra que o novo plano foi uma estratégia do banco para eliminar as ações na justiça.

“Segundo o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o banco ocupa o segundo lugar em ações de execução no país. O passivo trabalhista, pessoas que estão na justiça contra o banco, é muito grande. Então, através desse plano, se faz a conciliação em câmaras de conciliação voluntária. O banco oferece uma indenização ridícula e reduz o número de passivo trabalhista”, explica Iaci.

Segundo ela, em 2011 foi acordado que as mudanças seriam feitas em conjunto, porém, no início do ano, veio a surpresa. “Foi feito de forma unilateral”, diz.

Entre as principais reclamações está a redução de adicionais para os cargos em comissão e para as funções gratificadas. O novo plano reduz o adicional de função gratificada de seis horas e do adicional de função de confiança para os comissionados que trabalham oito horas, conforme a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade filiada à Cut (Central Única dos Trabalhadores) que representa os bancários.

A nova fórmula de cálculo do valor de referência (VR), usado para definir os reajustes salariais nas prorrogações profissionais, também foi criticado pela Contraf. Segundo a entidade, o VR, que era considerado o piso salarial para cada cargo, foi transformado em teto.

“Agora, as verbas que incidem no salário não podem ultrapassar o valor de referência”.

Em Mato Grosso do Sul, o número de funcionários chega a 1,5 mil funcionários. Campo Grande e região concentram 900 pessoas. Só na Capital, são 600 bancários em 24 agências.

Desde fevereiro em vigor, o novo plano de carreiras do Banco do Brasil definiu dois tipos de cargo: os comissionados, com jornada de oito horas, e os demais, com seis horas diárias. Os bancários alegam que funcionários que ocupam cargo em comissão foram obrigados a aceitar jornadas e salários menores e que os atuais cargos comissionados não serão mais preenchidos por funcionários com o mesmo salário.



Em Dourados também não houve adesão. Em votação, o resultado ficou em 39 pela não paralisação, 24 pela paralisação e 1 abstenção. Agências funcionando normalmente.
 
Zé das Flores em 30/04/2013 11:00:15
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