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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

29/03/2011 19:54

Defesa de acadêmico estuda entrar com ação criminal contra policial

Viviane Oliveira

Endreo acusa policial por tentativa de homicídio

Mãe de Endreo com o exame em mãos mostra que a bala quase atingiu o coração do estudante. (Foto: Simão Nogueira)Mãe de Endreo com o exame em mãos mostra que a bala quase atingiu o coração do estudante. (Foto: Simão Nogueira)

A defesa do estudante Endreo Lincoln Ferreira Cunha, 20 anos, analisa a ação de tentativa de homicídio contra o policial civil, José Ângelo de Souza Filho. A afirmação é do advogado José Carlos Trad, que concedeu entrevista esta tarde ao Campo Grande News.

De acordo com o advogado, neste momento a prioridade é defender Endreo dessa a acusação de tentativa de homicídio. “O Endreo agiu dessa forma porque ele corria risco de morte”, disse.

A mãe do acadêmico, Alessandra Tatiana Ferreira, com os exames em mãos diz que na tomografia o tiro não foi de raspão. “O projétil passou a um milímetro do coração”, contou.

Endreo alega que estava em uma festa, iniciou-se uma briga por causa de uma garota. Para evitar mais confusão decidiu ir embora e junto com ele estava o amigo, Vinicius Higa, 21 anos.

Quando já havia saído da festa foi perseguido e agredido por dois policiais, Vinícius Dias Diniz e Matinho Estevão Correia, esse último cursa engenharia na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) junto com ele.

Os dois obrigaram seu amigo a descer do veículo, diante da situação ele seguiu dirigindo em alta velocidade sua caminhonete Dodge Ram de cor preta.

Ao chegar no cruzamento das avenidas Manoel da Costa Lima e Costa e Silva deparou-se com congestionamento devido à saída de veículos do evento que acontecia no estádio Morenão.

Foi neste local que teria acontecido o tiro. Na versão de Andreo à reportagem, ele viu um homem correndo atrás da camionhete e atirando, com medo de morrer, Endreo tentou fugir e bateu em alguns veículos que estavam parados.

“Eu não atropelei o policial e fui arrastando, se fizesse isso com certeza teria o machucado muito, finaliza o acadêmico”.

Acusação - De acordo com o Garras (Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros) Endreo dirigiu embriagado, carregava uma porção de entorpecente e não seria habilitado para conduzir o veículo.

O acadêmico disse que bebeu no máximo dois copos de cerveja. E não é usuário de drogas.

Quanto à carteira de habilitação, Endreo confirmou que só possui a categoria B, mas a caminhonete, classificada como caminhão pelo tamanho e capacidade de carga, exige a C.

Outro lado - A versão do policial, José Ângelo, foi confirmada por testemunhas. Andreo estava em uma festa perto da universidade e, desde lá, criou tumultos.

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Agora vamos ver a imparcialidade da justiça de Campo Grande, já vi que o advogado do rapaz é de tradição na cidade e com muita força política... Agora já o policial é desassistido por todos, mesmo agindo em legítima defesa sua e de terceiros... E não venham me dizer que o rapaz estava agindo em estado de necessidade, pois só age assim quem não provocou a situação por sua vontade!! Acredito que o policial estava correto em sua atitude, pois poderia ter acontecido uma tragédia maior ainda com uma pessoa inabilitada para a categoria do veículo e ainda sob influência de álcool!!
 
George Felix em 30/03/2011 10:59:42
independente do jovem estar errado em sua conduta, de brigar, fugir,abalroar outros carros,
nada justifica a postura deste "policial" de sacar sua arma e atirar em um jovem; que solicitasse apoio da policia de trânsito na captura do motorista infrator seguindo-o até sua parada que seria inevitável, e aí sim usar o rigor da lei, mas atirar em um menino na forma de foi é um abuso de autoridade destes ignorantes travestidos de super heróis, que a tudo e a todos se impõe pela força e sempre pelo abuso, pela truculência de atirar antes de perguntar, quantos cidadãos nao são maltratados em situações corriqueiras com se fossem bandidos por policiais que por simplesmente terem uma carteira se julgam os senhores da razão. e o corporativismo também e notório, será que eles nao colocaram a droga no carro para incriminar o rapaz?eu nao duvido... e o delegado agiu certo ? busquem provas e depois acusem o rapaz de tudo o que provado, antes nao. é abuso de poder. só porque era policial na ocorrência foram ágeis, e os demais crimes ? e o crime do motel? e o assassinato do vereador ?
 
PLINIO ROCHA em 30/03/2011 10:51:38
Se de fato há várias testemunhas que confirmam a versão do policial, provavelmente o que aconteceu é que o jovem está sendo muito bem orientado pelos seus advogados, é visível a manobra que este faz para tentar convencer a opinião pública que ele é o coitadinho da história.
Com dinheiro é muito fácil se defender de qualquer coisa.
Vamos ver como o ministério público vai lidar com as provas colhidas na fase de inquérito.
 
jorge bastos em 29/03/2011 09:40:33
Mais um episódio que poderia ter terminado de forma trágica, seja pelo policial "morrendo arrastado" ou o "jovem baleado dentro do seu carro".
As versões estão bem divergentes, mas aparece algo estranho, porque levaram o carro para o Garras, já que envolvia um policial do Garras em razão da imparcialidade deveriam ter levado o carro para outra delegacia; outra questão, será que o policial agiu certo ao tentar prender alguém dentro de um carro de noite e sozinho; como ele sendo arrastado conseguiu dar um tiro que passou há centrimetros do coração (fatal) do rapaz mas o que fica evidente é a insegurança de Campo Grande/MS quanto a sua vida noturna.
Sequestros, brigas em boate com morte, tiroteio em saída de shows, aquela Afonso Pena depois das 23 horas vira terra sem lei, da Bahia até o Shoping, até quem é obrigado a passar por aquela região para chegar em casa é impedido, pelos carros parados em frente às casas noturnas, com bebados ao volante, garrafas "voando", etc..
Engraçado que há menos de 150 metros da Policia de Transito fica uma conveniencia, onde os motoristas se abastecem de "álcool" para dirigir e colocar em risco a vida de terceiro, e nada se faz.
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Roger Luz em 29/03/2011 09:09:13
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