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Enfermeiro teria dito a Hugleice para “vazar” porque o procedimento deu errado e que agora seria com ele

Por Paula Maciulevicius e Francisco Junior | 15/07/2011 20:04

Amiga de Jodimar sabia do aborto, foi ameaçada pelo enfermeiro e contou à Polícia que o corpo tinha sido levado em uma caminhonete

Advogado de enfermeiro disse que vai acionar a OAB para e Direitos Humanos para que caso se investigado. (Foto: Simão Nogueira)
Advogado de enfermeiro disse que vai acionar a OAB para e Direitos Humanos para que caso se investigado. (Foto: Simão Nogueira)

Durante interrogatório complementar na delegacia de Sidrolândia, o cunhado de Marielly, Hugleice da Silva, falou à Polícia que depois de 40 minutos da entrada da jovem à casa do enfermeiro, Jodimar Ximenes Gomes saiu e disse para ele “vazar” porque o procedimento tinha dado errado. “Agora é comigo”, disse Jodimar ao cunhado, segundo o advogado do enfermeiro, David Moura de Olindo.

Hugleice relatou que apenas trouxe Marielly até Sidrolândia e que encontraram o enfermeiro na frente do Banco do Brasil da cidade e de lá seguiram para a casa para fazer o aborto.

O advogado do cunhado, José Roberto Rodrigues da Rosa fala que no dia 21 de maio, data do desaparecimento da jovem, Marielly entrou em contato com Hugleice contando da gravidez e que precisava fazer um aborto, porque a gestação seria um prejuízo muito grande para a família.

José Roberto ainda completa que a jovem teria dito à Hugleice que tinha um contato em Sidrolândia, mas não esclareceu quem seria o pai do bebê.

A defesa de Hugleice reforça que ele ouviu do enfermeiro que havia dado um problema no procedimento, mas que ele já iria resolver e que o cunhado podia ir embora.

Para o advogado de Jodimar, essa é uma estratégia da defesa de Hugleice, para deixá-lo apenas como o “taxista, porque isso não dá pena nenhuma”, disse em tom de indignação e assim Jodimar assumiria também pelo crime de ocultação de cadáver.

Davi Olindo afirmou que fez todas as propostas para que Jodimar colaborasse, mas que o enfermeiro nega veemente que tenha cometido o aborto.

Ainda de acordo com o advogado de Jodimar, uma testemunha teria visto Marielly chorando no banheiro do aeroporto da Capital, na companhia de Hugleice.

Contra Jodimar - Para Davi Olindo, o que a Polícia tem de concreto contra o enfermeiro é o depoimento de uma jovem, amiga dele, a quem Jodimar teria dito que fez um aborto e que deu errado. Depois disso, ele passou a ameaçá-la.

Esta jovem compareceu à Delegacia nesta tarde e reconheceu Hugleice. Ela ainda disse que o corpo de Marielly foi colocado e transportado em uma caminhonete.

Confissão de Hugleice – O advogado do cunhado, José Roberto disse que depois que o rapaz passou a noite na cadeia, não aguentou mais o peso da situação e foi falar com ele. Hugleice confessou ainda nesta manhã que levou Marielly até Sidrolândia ao delegado responsável pelas investigações, Fabiano Nagata.

Diante da confissão, a Polícia trouxe Hugleice até Sidrolândia, para acareação, o que não foi caracterizado como confronto, porque Jodimar não confessou, acabando por ser denominado como interrogatório complementar.

O advogado do cunhado ainda reforça que em momento algum a família de Marielly sabia que Hugleice estava envolvido no aborto e que na visão do rapaz, ele não poderia contar isso para ninguém.

O site Campo Grande News foi o primeiro a divulgar que o cunhado tinha envolvimento no caso do desaparecimento da jovem.

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