Polícia descarta feminicídio, mas segue investigando filho por agressões à mãe
Mulher de 56 anos foi achada com olho saltado e ferimentos graves no rosto em distrito
A morte de Maria de Lourdes Pereira Lopes Agueiro, de 56 anos, no distrito de Panambi, em Dourados, deixou de ser tratada como feminicídio após o resultado do exame apontar que a vítima morreu em decorrência de complicações médicas. Apesar de apresentar sinais de agressão no corpo, os médicos legistas concluíram que as lesões eram leves e superficiais e não tiveram relação direta com o óbito.
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O caso veio à tona na manhã desta quinta-feira (14), quando equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da perícia foram acionadas para atender a ocorrência na residência da família. Inicialmente, diante dos ferimentos encontrados no rosto da vítima e das circunstâncias da ocorrência, o caso foi registrado como feminicídio e o filho dela, Rener Pereira Rodrigues, de 26 anos, acabou conduzido à delegacia.
Segundo o delegado Dermeval Inácio Neto, responsável pelo caso, o exame realizado pelos legistas apontou que Maria de Lourdes morreu em razão de um derrame pleural provocado por problemas de saúde preexistentes, entre eles cirrose hepática e uma doença cardíaca.
“Não obstante existam sinais de violência, a causa da morte foi derrame pleural, ou seja, uma morte decorrente de complicações médicas que ela já possuía. Os médicos legistas concluíram que não há sinal de violência apto a causar a morte”, afirmou o delegado em live ao jornalista Osvaldinho Duarte.

Ainda conforme a investigação, a mulher apresentava ferimentos na face, cortes nos lábios e outras marcas pelo corpo, mas, de acordo com a perícia, as agressões não foram responsáveis pela morte.
“São lesões leves, superficiais, que não resultaram na morte. O que resultou na morte foi o derrame pleural devido às complicações médicas”, explicou Dermeval.
O delegado afirmou que, apesar da exclusão da hipótese de feminicídio, a Polícia Civil continuará investigando quem teria provocado as agressões encontradas no corpo da vítima. O principal suspeito segue sendo o filho, que nega ter cometido as lesões.
Conforme o boletim de ocorrência, Rener relatou que encontrou a mãe já sem sinais de vida por volta das 5h da manhã, mas procurou ajuda apenas cerca de duas horas depois, ao ir até o posto de saúde localizado em frente à residência da família. Ele também contou que a família havia recebido a visita de um pastor na noite anterior e que, durante a madrugada, a mãe aparentava estar desorientada.
Durante a apuração inicial, a perícia também identificou contradições no relato apresentado pelo suspeito, o que motivou a condução dele à delegacia. O marido da vítima, Elvidio Rodrigues Agueiro, de 69 anos, teria limitações físicas e, segundo a polícia, não teria condições de praticar as agressões.

Apesar disso, diante do resultado do laudo necroscópico, Rener deverá responder em liberdade enquanto o caso segue sob investigação.
“A princípio, ele vai responder em liberdade e o caso vai continuar sendo apurado pela Polícia Civil”, disse o delegado.
A polícia agora busca esclarecer quando ocorreram as agressões e quem foi o responsável pelas lesões encontradas no corpo de Maria de Lourdes.
(*) Matéria atualizada às 18h56 para atualização de informações
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