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Interior

Polícia descarta feminicídio, mas segue investigando filho por agressões à mãe

Mulher de 56 anos foi achada com olho saltado e ferimentos graves no rosto em distrito

Por Gabi Cenciarelli | 14/05/2026 16:57
Polícia descarta feminicídio, mas segue investigando filho por agressões à mãe
Filho de mulher encontrada morta é levado algemado como suspeito do crime (Foto: Osvaldo Duarte)

A morte de Maria de Lourdes Pereira Lopes Agueiro, de 56 anos, no distrito de Panambi, em Dourados, deixou de ser tratada como feminicídio após o resultado do exame apontar que a vítima morreu em decorrência de complicações médicas. Apesar de apresentar sinais de agressão no corpo, os médicos legistas concluíram que as lesões eram leves e superficiais e não tiveram relação direta com o óbito.

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A morte de Maria de Lourdes Pereira Lopes Agueiro, de 56 anos, em Dourados (MS), deixou de ser tratada como feminicídio após laudo apontar que a causa foi derrame pleural por complicações de saúde preexistentes, como cirrose e doença cardíaca. Seu filho Rener, de 26 anos, conduzido como suspeito, será liberado, mas a polícia segue investigando as agressões leves encontradas no corpo da vítima.

O caso veio à tona na manhã desta quinta-feira (14), quando equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e da perícia foram acionadas para atender a ocorrência na residência da família. Inicialmente, diante dos ferimentos encontrados no rosto da vítima e das circunstâncias da ocorrência, o caso foi registrado como feminicídio e o filho dela, Rener Pereira Rodrigues, de 26 anos, acabou conduzido à delegacia.

Segundo o delegado Dermeval Inácio Neto, responsável pelo caso, o exame realizado pelos legistas apontou que Maria de Lourdes morreu em razão de um derrame pleural provocado por problemas de saúde preexistentes, entre eles cirrose hepática e uma doença cardíaca.

“Não obstante existam sinais de violência, a causa da morte foi derrame pleural, ou seja, uma morte decorrente de complicações médicas que ela já possuía. Os médicos legistas concluíram que não há sinal de violência apto a causar a morte”, afirmou o delegado em live ao jornalista Osvaldinho Duarte.

Polícia descarta feminicídio, mas segue investigando filho por agressões à mãe
Polícia e perícia estiveram na residência durante investigação do caso (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)

Ainda conforme a investigação, a mulher apresentava ferimentos na face, cortes nos lábios e outras marcas pelo corpo, mas, de acordo com a perícia, as agressões não foram responsáveis pela morte.

“São lesões leves, superficiais, que não resultaram na morte. O que resultou na morte foi o derrame pleural devido às complicações médicas”, explicou Dermeval.

O delegado afirmou que, apesar da exclusão da hipótese de feminicídio, a Polícia Civil continuará investigando quem teria provocado as agressões encontradas no corpo da vítima. O principal suspeito segue sendo o filho, que nega ter cometido as lesões.

Conforme o boletim de ocorrência, Rener relatou que encontrou a mãe já sem sinais de vida por volta das 5h da manhã, mas procurou ajuda apenas cerca de duas horas depois, ao ir até o posto de saúde localizado em frente à residência da família. Ele também contou que a família havia recebido a visita de um pastor na noite anterior e que, durante a madrugada, a mãe aparentava estar desorientada.

Durante a apuração inicial, a perícia também identificou contradições no relato apresentado pelo suspeito, o que motivou a condução dele à delegacia. O marido da vítima, Elvidio Rodrigues Agueiro, de 69 anos, teria limitações físicas e, segundo a polícia, não teria condições de praticar as agressões.

Polícia descarta feminicídio, mas segue investigando filho por agressões à mãe
Casa onde Maria de Lourdes foi encontrada morta em distrito de Dourados (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)

Apesar disso, diante do resultado do laudo necroscópico, Rener deverá responder em liberdade enquanto o caso segue sob investigação.

“A princípio, ele vai responder em liberdade e o caso vai continuar sendo apurado pela Polícia Civil”, disse o delegado.

A polícia agora busca esclarecer quando ocorreram as agressões e quem foi o responsável pelas lesões encontradas no corpo de Maria de Lourdes.


 (*) Matéria atualizada às 18h56 para atualização de informações

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