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Direto das Ruas

Sem transporte, alunos da zona rural estão há um mês sem ir à escola

Problema começou após greve e segue sem solução

Por Geniffer Valeriano | 08/05/2026 17:55
Sem transporte, alunos da zona rural estão há um mês sem ir à escola
Ônibus escolar usado pela Prefeitura de Campo Grande em escolas agrícolas (Foto: Arquivo)

Sem transporte escolar, alunos da área rural entre a BR-163 e a MS-040 estão há um mês sem conseguir frequentar a escola. A mãe de um dos estudantes afetados, Elaine Molina, de 49 anos, relata que o problema começou após uma greve da empresa responsável pelo serviço.

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Alunos da área rural de Campo Grande estão há um mês sem transporte escolar após uma greve da empresa responsável pelo serviço e o afastamento do motorista para cirurgia. A mãe Elaine Molina, de 49 anos, relata que o filho, que estuda na Escola Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo, a mais de 30 km de casa, não recebe atividades e acumula faltas. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, mas sem resposta.

Segundo ela, em abril, os funcionários da empresa ficaram três semanas parados. Mesmo após o fim da paralisação, o filho e outras crianças da vizinhança continuam sem atendimento.

“A empresa não está atendendo nem o meu filho, nem outras crianças, porque o motorista ficou doente e vai precisar se afastar para fazer uma cirurgia. Essa semana não teve transporte nenhum e não deram nenhuma satisfação”, afirmou.

Da casa de Elaine até a Escola Agrícola Arnaldo Estevão de Figueiredo, onde o filho estuda, são mais de 30 quilômetros de distância. “Desde que meu filho estuda lá, é a primeira vez que acontece isso. Às vezes para por causa da chuva, mas nunca por tanto tempo”, disse.

Na tentativa de obter informações, a mãe procurou a direção da escola, mas não recebeu retorno. “Liguei no Conselho Tutelar esta semana e me disseram que estão cientes e que o caso está no Ministério Público, mas também não tiveram resposta”, relatou.

Enquanto isso, os alunos seguem em casa, sem acesso ao conteúdo aplicado em sala de aula. “Não estão enviando nada. Eles estão perdendo matéria, ficam com falta e ainda tem alunos que moram mais longe que a gente”, completou.

A reportagem procurou a Semed (Secretaria Municipal de Educação) e a Sed (Secretaria de Estado de Educação) para comentar a situação, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto.

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