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Economia

Batata e tomate puxam alta da cesta básica em Campo Grande

Conjunto de alimentos sobe 2,60% e já consome mais da metade do salário mínimo

Por Gabriel Neris | 12/05/2026 06:27
Batata e tomate puxam alta da cesta básica em Campo Grande
Clientes fazem compra em mercado de Campo Grande (Foto: Arquivo)

A disparada nos preços da batata e do tomate fez a cesta básica ficar mais cara em Campo Grande no mês de abril. O custo do conjunto de alimentos subiu 2,60% na Capital e chegou a R$ 826,89, segundo levantamento da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

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A cesta básica de Campo Grande ficou 2,60% mais cara em abril, atingindo R$ 826,89, segundo a Conab e o Dieese. A batata liderou as altas com 19,57%, seguida pelo tomate (11,89%) e pelo leite integral (8,78%). Com isso, trabalhadores que recebem salário mínimo precisaram destinar 55,15% da renda líquida para cobrir os gastos, exigindo 112 horas de trabalho para adquirir os itens básicos.

A batata foi o item com maior aumento no período, acumulando alta de 19,57%. Logo atrás aparece o tomate, com avanço de 11,89%. O leite integral também pressionou o orçamento das famílias, com reajuste de 8,78%.

Além desses produtos, também ficaram mais caros o óleo de soja, feijão carioca, arroz agulhinha, manteiga, carne bovina, café em pó e pão francês. Na contramão, açúcar cristal, banana e farinha de trigo tiveram redução nos preços.

Com a nova alta, Campo Grande segue entre as capitais com as cestas básicas mais caras do país. O trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar 112 horas e 13 minutos para comprar os produtos básicos de alimentação.

O levantamento mostra ainda que 55,15% da renda líquida de quem recebe salário mínimo foi comprometida apenas com a compra da cesta básica em abril. Em março, o percentual era de 53,75%.

No acumulado de 12 meses, o feijão carioca aparece como um dos principais responsáveis pela pressão nos preços em Campo Grande, com alta de 34,50%. Já a carne bovina acumula aumento de 8,42% no período.

O cenário em Campo Grande acompanha a tendência nacional. As 27 capitais pesquisadas registraram aumento no custo da cesta básica pelo segundo mês consecutivo.

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