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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

18/08/2017 09:04

Intenção de consumo das famílias campo-grandenses sobe 1,6% em agosto

Ricardo Campos Jr.

O ICF (Índice de Intenção de Consumo das Famílias) em Campo Grande atingiu 78 pontos em agosto, representando um aumento de 1,6% em relação ao levantamento feito em julho e 23,22% maior do que no mesmo período do ano passado.

Esses números revelam o quanto as pessoas da cidade estão dispostas a gastar tendo em vista aspectos importantes da condição de vida, como nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo no presente e no futuro. Isso torna a pesquisa uma importante ferramenta para a política econômica, atividades produtivas e consultoria.

A maioria dos trabalhadores ouvidos (35,7%) disseram estar mais seguros em seus empregos no momento, enquanto 23,1% afirmaram que convivem com a instabilidade no serviço. Outros 21,6% relataram que a situação é a mesma que no mesmo período em 2016. Outros 19,5% estavam desempregados quando responderam o questionário.

Os resultados do levantamento mostraram também que 48,6% dos entrevistados têm perspectivas de melhoras profissionais no próximo semestre, enquanto 40,9% não esperam evoluir em seus empregos.

Em contrapartida, as mudanças devem ocorrer a longo prazo, já que 36,4% das pessoas ouvidas na pesquisa disseram que a renda familiar em agosto está pior do que no mesmo período do ano passado, 40,8% disseram que os ganhos estão iguais e somente 21,3% relataram melhora nas receitas domésticas.

O levantamento revela ainda que 57,96% das famílias estão comprando menos, enquanto 24,6% está adquirindo as mesmas quantidades de produtos e 16,4% aumentou o consumo. A previsão para os próximos meses também não é de melhora, já que 56,1% esperam comprar menos.

A maioria dos trabalhadores ouvidos (46,1%) também consideram que no momento a obtenção de empréstimos e créditos está mais difícil que em 2016, enquanto 22,2% consideram mais fácil conseguir esses financiamentos.

O presidente do Instituto de Pesquisa da Fecomércio (Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul), Edison Araújo, afirma que o índice geral mostra uma reação na economia.

“Além dos resultados mais favoráveis do mercado de trabalho no curto prazo, a trajetória recente da inflação já abriu as portas para mais quedas nas taxas de juros, fator fundamental para a recuperação das condições de consumo, que deve se manter até o fim do ano, de forma progressiva”, afirma.

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