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Campo Grande, Domingo, 19 de Agosto de 2018

22/02/2018 14:12

Metade das famílias de Campo Grande está comprando menos neste ano

Pesquisa mostra que 52% dos campo-grandenses reduziram o volume de compras

Osvaldo Júnior
Área central de Campo Grande; consumidor reduziu volume de compras (Foto: Saul Schramm)Área central de Campo Grande; consumidor reduziu volume de compras (Foto: Saul Schramm)

Apesar de ligeira melhora na perspectiva de emprego, o campo-grandense está consumindo menos e a maior parte não tem intenção de elevar o volume de compras nos próximos meses. Pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), divulgada nesta quinta-feira (dia 22) pela Fecomércio. mostra que 52% das famílias da Capital reduziram em fevereiro o nível de compras na comparação com o mês anterior.

São consideradas na pesquisa sete variáveis: emprego atual, perspectiva de emprego, renda atual, compra a prazo, nível de consumo, perspectiva de consumo e momento para compra de bens duráveis. Em fevereiro, quatro desses indicadores foram negativos e três, positivos. Com isso, houve, no geral, leve alta no ICF (Intenção de Consumo das Famílias) no mês passado, marcando 87,6 pontos contra os 87,3 pontos de janeiro. Quando está abaixo de cem pontos, o índice mostra insatisfação das pessoas.

Quanto ao nível de consumo, 52,2% disseram que estão comprando menos que no ano passado. 15,9% acreditam que estão comprando mais e 31,8% não percebem mudança na quantidade consumida. O índice ficou em 63,7 pontos, abaixo dos 65,4 pontos de janeiro.

Além de notarem que estão comprando menos, as famílias não têm, na maioria, perspectiva de aumentar o consumo nos próximos meses e nem acreditam que a população vá comprar mais. Dos entrevistados, 41% afirmaram que consumirão menos, 14,9% pretendem elevar as compras e 42,4% manterão o nível das compras. Esse indicador marcou 73,9 pontos em fevereiro, inferior a janeiro, com 81,2 pontos.

Em se tratando de renda, metade (50,2%) nota que continua recebendo igual valor do ano passado. Os que afirmam que têm renda melhor que no passado correspondem a 23,1% dos entrevistados. Já 26% percebem queda no rendimento. O indicador relativo à renda atual reduziu de 98,1 para 97,1 pontos.

Entre os indicadores que apresentaram altas, estão o de emprego atual, perspectiva profissional e momento para compra de bens duráveis. Esse último indicador teve incremento de 15,9% de janeiro para fevereiro, mas ainda está muito baixo, marcando 66,1 pontos. A maioria (60,5%) considera que o momento é ruim para esse tipo de compra e 26,5% afirmam que é bom.

No caso de emprego, o aumento foi de 1,4%. Dos entrevistados, 34,7% afirmaram que se sentem mais seguros e 17,3%, menos seguros com o emprego atual na comparação com o ano passado. Já para 29,1%, a situação permanece a mesma de 2017. Além disso, 18,7% disseram que estão desempregados.



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