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Comportamento

Engenharia celebra 50 anos com festão e “betoneira alcoólica”

Engenharia Civil da UFMS reuniu egressos e acadêmicos com celebração grandiosa

Jéssica Fernandes | 21/09/2022 06:36
Betoneira alcoólica com caipirinha foi uma das atrações da festa. (Foto: Cleidiomar Barbosa)
Betoneira alcoólica com caipirinha foi uma das atrações da festa. (Foto: Cleidiomar Barbosa)

Depois de dois anos sendo adiada, a comemoração do Jubileu de Ouro do curso de engenharia civil da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) finalmente aconteceu. Na última semana, ex-alunos, professores e acadêmicos se reuniram para a celebração dos 50 anos do curso que terminou numa festa com direito a betoneira alcoólica cheia de caipirinha.

O jubileu ocorreu entre os dias 14 a 17 deste mês. Ao todo, 500 pessoas participaram do evento que teve a programação baseada em ciclo de palestras, mesas redondas, além de atividades esportivas, aula da saudade e o ato simbólico com a criação de uma cápsula do tempo que será aberta em 2070.

Egresso do curso, Moacir Lacerda, 71 anos, se formou em 1977. O engenheiro coordenou o jubileu e comenta sobre a felicidade que o evento proporcionou.

“A festa foi uma oportunidade de rever os amigos. Alguns faziam 50 anos que eu não via. Perdemos algumas pessoas ao longo da caminhada, mas foi muito bom rever amigos de diversas partes do Brasil e que vieram de outros países. Houve uma alegria da gente em se encontrar com o mesmo frescor da juventude como nos corredores”, diz.

Realizada no sábado (17), a noite de engenharia contou com atrações de artistas regionais e grupos de dança. “Em todos os momentos tinha uma música emblemática. Traduzimos sempre no espírito de humildade. Na festa quis trazer a música regional através de polca, rasqueado, o Geraldo Espíndola, foi muito diversificado”, explica Moacir.

A professora de Construção de Edifícios, Ana Paula Milani, de 45 anos, integrou a comissão que organizou a semana de atividades. Ela comenta que neste ano o curso uniu todos que tem envolvimento com o curso.

Evento do dia 17 reuniu ex-alunos, acadêmicos e professores. (Foto: Cleidiomar Barbosa)
Evento do dia 17 reuniu ex-alunos, acadêmicos e professores. (Foto: Cleidiomar Barbosa)

"Por causa da pandemia não conseguimos fazer as festividades. Após a nossa volta pensamos na ideia de fazer a comemoração e aliar a participação dos alunos que estão hoje na UFMS. Foram quatro dias de atividades onde alternamos a parte técnica, científica, mesas redondas e a parte festiva", fala.

Além da festa, outro momento divertido relatado pela professora foi a criação da cápsula do tempo. "Para coroar com uma coisa mais descontraída, fizemos  a festa no sábado onde nos encontramos e fizemos uma cápsula do tempo. Tanto egressos quanto alunos colocaram pertences”, conta.  O material foi enterrado no jardim que dá acesso ao bloco da Faeng (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia).

Homenagem ao ex-professor - Formado na turma de 2000, Eloi Azevedo Medeiros de Lima, de 45 anos, foi um dos participantes do jubileu. O pai dele, José Francisco de Lima, era um dos principais entusiastas da celebração.

No sábado, artistas subiram ao palco para animar a festa. (Foto: Cleidiomar Barbosa)
No sábado, artistas subiram ao palco para animar a festa. (Foto: Cleidiomar Barbosa)

Em 2021, José, que ministrava aulas de Fontes de Concreto Armado no curso, faleceu em decorrência da covid-19. Devido a perda recente do pai, Eloi  não conseguiu estar envolvido em todas as atividades.

Contudo, Eloi esteve presente no primeiro dia do jubileu. Na data, José foi lembrado e recebeu uma homenagem póstuma. “Fiquei muito orgulhoso com o reconhecimento do trabalho dele. Ele amava isso, a engenharia civil”, afirma Eloi.

Apaixonado pela profissão, José fez história no curso que teve a estrutura de um dos laboratórios idealizado e construído pelo ex-professor. “Meu pai conseguiu um laboratório com recursos próprios. Através de doações, ele foi construindo como sonho dele”, conclui o engenheiro civil.

Ao centro, José Francisco de lima e os amigos (Foto: Arquivo pessoal)
Ao centro, José Francisco de lima e os amigos (Foto: Arquivo pessoal)

O amor também virou música composta por José em parceria com Moacir Lacerda, Luiz Sayd e Zeze Mauro. 'Lembranças do Vento' fala sobre lembranças, dias de paz e as mudanças provocadas pelo 'vento' da vida.

No ano passado, a história do 'Mestre das Pontes', como José era conhecido, foi contada no Campo Grande News. No mesmo ano, o engenheiro civil, que atuou mais de quarenta anos na profissão, foi lembrado em outra reportagem do Lado B.

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