Produção artesanal toma conta da escola e antecipa clima da Festa do Queijo
Além da técnica, alunos aprendem sobre qualidade e valor do produto

RESUMO
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A 9ª Festa do Queijo de Rochedinho será realizada nos dias 8 e 9 de maio, em frente à Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco. Cerca de 120 alunos do 6º ao 9º ano participam da produção, com meta de mil peças em dois dias. O evento contará com queijos frescos, meia-cura e curados, além de produtos de pequenos produtores locais, como doces, requeijões e azeites artesanais.
O cheiro do leite fresco começa a tomar conta da cozinha experimental antes mesmo do sol esquentar o dia em Rochedinho. É ali, entre panelas, formas e mãos ainda jovens, que a contagem regressiva para a 9ª Festa do Queijo ganha ritmo e sabor.
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Faltando 15 dias para o evento, a movimentação na Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco já não esconde a expectativa. Em dois dias de produção intensificada, os alunos devem chegar à marca de mil peças de queijo. Um número expressivo que, somado à produção dos pequenos produtores da região, promete encher as bancas e atrair visitantes de toda parte.
Mas, por trás de cada peça, há mais do que receita. Há aprendizado.
Do 6º ao 9º ano, cerca de 120 estudantes participam diretamente de todas as etapas — do manejo do gado à finalização do produto. É um ciclo que transforma teoria em prática e sala de aula em experiência real. “Eles já entram nesse ritmo pensando na festa, no que vai ser vendido lá”, explica o diretor Francisley Galdino.
Na cozinha, o processo é coletivo e organizado. Como nem todos cabem no mesmo espaço ao mesmo tempo, as turmas se revezam, garantindo que cada aluno experimente todas as fases da produção. E isso faz diferença.
“A gente aprende primeiro na teoria e depois vai para a cozinha fazer. Quando o queijo fica pronto, dá uma sensação muito boa”, conta a estudante Isabelly Vitória Marques, de 13 anos, com o brilho de quem já reconhece o próprio trabalho no resultado final.
Para Maria Fernanda Souza, de 14 anos, o aprendizado vai além da técnica. “Cada etapa é diferente, e no final dá para ver o resultado. Isso motiva a gente”, resume.
E não são apenas os sabores que estão sendo lapidados ali. Revelino Fellete Júnior, de 12 anos, já entende a responsabilidade por trás da produção. “A gente aprende a importância de cada detalhe e de manter a qualidade. Não é só fazer, é fazer bem”, diz.
A experiência também ensina algo essencial fora da cozinha: o valor do que é produzido. Segundo a professora de práticas agrícolas e zootécnicas, Críssia Fernanda Tapeti, o contato com a comercialização é um divisor de águas. “Eles passam a entender por que o produto tem determinado preço e tudo o que envolve essa construção. É um aprendizado que leva para a vida”, afirma.
E quando a festa começar, esse aprendizado vai ganhar vitrine.
Além dos queijos feitos pelos alunos — frescos, meia-cura e curados —, produtores locais levam uma diversidade que amplia o cardápio e a experiência: requeijões, doces de leite, compotas, xaropes, azeites e vinagres artesanais. Um retrato fiel da produção local, onde tradição e identidade se encontram.
Neste ano, a Festa do Queijo chega à sua 9ª edição com uma novidade: será realizada em dois dias, 8 e 9 de maio, em frente à escola agrícola. A expectativa é de grande público, impulsionada não só pela variedade de produtos, mas pelo envolvimento da comunidade.
Mais do que um evento gastronômico, a festa é o resultado de um trabalho coletivo que começa muito antes de a equipe montar as barracas. Em Rochedinho, cada queijo carrega uma história e muitas delas começam dentro da escola.
Para quem passar pelo distrito, o convite é simples: provar, conhecer e perceber que, ali, o sabor também é feito de aprendizado.

