Reserva em Corumbá terá 95% da área voltada à preservação da onça pintada
ICMBio aprova regras para conservação da fauna, pesquisas científicas e turismo

O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) aprovou o Plano de Manejo da RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Howard Quigley, localizada em Corumbá, distante 428 quilômetros de Campo Grande. A aprovação foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União.
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O ICMBio aprovou o Plano de Manejo da RPPN Howard Quigley, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Com 643 hectares, a reserva foi criada em 2024 para conservar a onça-pintada e outras espécies do Pantanal. Cerca de 95% da área serão destinados à proteção ambiental e pesquisa científica, enquanto 5% poderão receber ecoturismo controlado. O plano define 20 objetivos, 92 ações e 12 projetos voltados à conservação da biodiversidade.
Na prática, o plano de manejo funciona como guia para definir como a área será protegida e utilizada nos próximos anos. A reserva foi criada em 2024 com foco na conservação da onça-pintada e de outras espécies da fauna pantaneira, como a jaguatirica.
Com 643 hectares, a RPPN fica na região de Porto Jofre, próxima aos rios Cuiabá e Piquiri, uma das áreas mais conhecidas do Pantanal para observação de onças-pintadas em vida livre. Pelo plano aprovado, cerca de 95% da reserva será destinada à proteção da fauna e da flora e à realização de pesquisas científicas.
Os outros 5% poderão receber atividades controladas de ecoturismo, observação de animais, educação ambiental e turismo científico. O documento também prevê a instalação de estruturas de apoio à gestão da área, como cais para embarcações, garagens e outros equipamentos necessários para o funcionamento da reserva.
Além disso, o plano estabelece ações de monitoramento ambiental, prevenção de incêndios, combate a atividades irregulares e incentivo à pesquisa científica. Também estão previstas medidas para diminuir conflitos entre animais silvestres e atividades humanas na região, principalmente a pecuária.
A gestão da reserva será organizada em cinco frentes: administração, proteção ambiental, pesquisa, integração com as comunidades e propriedades do entorno, além de visitação e educação ambiental. Ao todo, foram definidos 20 objetivos, 92 ações e 12 projetos voltados à conservação da biodiversidade.
Segundo o documento, a reserva tem como missão ampliar as áreas seguras para circulação das onças-pintadas e de outros felinos silvestres, fortalecer a rede de áreas protegidas do Pantanal e estimular o turismo sustentável ligado à observação da fauna.
A portaria destaca que a aprovação do plano não substitui a necessidade de obtenção de licenças e autorizações ambientais para a execução de projetos e atividades dentro da área protegida.
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