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Política

Intervenção no transporte terá relatório semanal, garante prefeita

Nas primeiras 48 horas, a equipe técnica está fazendo o levantamento da situação

Por Fernanda Palheta | 18/06/2026 12:31
Intervenção no transporte terá relatório semanal, garante prefeita
Prefeita Adriane Lopes (PP) garantiu relatório semanal de intervanção (Foto: Divulgação)

Todas as decisões tomadas pela equipe interventora do Consórcio Guaicurus serão divulgadas em um boletim semanal. É o que garantiu a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), nesta quinta-feira (18), segundo dia da intervenção no transporte público da Capital.

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), garantiu que todas as decisões da equipe interventora do Consórcio Guaicurus serão divulgadas em boletins semanais. A intervenção, decretada em 16 de junho, retira temporariamente da concessionária a gestão operacional, administrativa e financeira do transporte público, por até 180 dias. A Justiça bloqueou R$ 46 milhões do consórcio, valor posteriormente liberado ao interventor.

"O interventor vai trazer as informações técnicas, que serão emitidas em um boletim semanal. Uma das nossas exigências é a transparência de todos os atos e decisões tomadas dentro dessa intervenção", disse a progressista.

Segundo a prefeita, nas primeiras 48 horas da intervenção, a equipe técnica está fazendo o levantamento da situação. "Eles estão fazendo o levantamento para saber que recurso é esse, de que fonte, para destrinchar e entender cada fonte, cada situação, para trazer esse esclarecimento para a população", completou.

A prefeitura decretou a intervenção no dia 16 de junho, retirando temporariamente da concessionária a gestão operacional, administrativa e financeira do serviço.

Com a medida, o consórcio continua responsável pelo transporte coletivo, e uma equipe indicada pelo município passa a gerir o serviço. O prazo inicial é de até 180 dias, e o objetivo imediato é fazer um diagnóstico financeiro e operacional da concessão, sem mudanças imediatas nas linhas, nos horários ou na frota.

Antes da intervenção, a prefeitura havia criado uma comissão especial para analisar o contrato de concessão nº 330/2012. O grupo foi formado após decisão judicial no processo da ação popular. O trabalho resultou em relatório que recomendou a intervenção no transporte coletivo.

A comissão identificou problemas como descumprimento de horários e itinerários, falta de veículos reserva, falhas em equipamentos obrigatórios, atraso na renovação da frota, problemas com seguros e omissão de informações necessárias à fiscalização. Também foram citadas mais de 21 mil autuações contra o consórcio entre 2021 e 2025.

No mesmo dia em que a intervenção começou, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 46 milhões do Consórcio Guaicurus. Depois, em 17 de junho, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan revogou o bloqueio e liberou os valores para a equipe interventora, considerando que o afastamento dos antigos gestores reduziu o risco de ocultação de recursos.

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