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Capital

Canela nega irregularidades e alega perseguição após operação em clínica

Em vídeo excluído das redes, médico diz que todos os procedimentos seguem registro e normas técnicas

Por Gustavo Bonotto | 14/05/2026 17:33

O médico responsável pela Clínica Canela, Jonathas Canela, situada no Centro de Campo Grande, afirmou nesta quinta-feira (14) que colabora com órgãos fiscalizadores após operação que encontrou cerca de 1,2 mil frascos de medicamentos vencidos em área de armazenamento, além de outras irregularidades já apontadas por equipes de controle sanitário e consumo.

RESUMO

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A Clínica Canela, no Centro de Campo Grande, afirmou colaborar com fiscalizadores após operação que encontrou 1,2 mil frascos de medicamentos vencidos. O médico Jonathas Canela negou irregularidades e chamou as inspeções de perseguição. Uma enfermeira foi conduzida à delegacia. A clínica não foi interditada e segue em funcionamento enquanto Procon, Vigilância Sanitária, CRM-MS e Decon analisam o caso.

Em vídeo publicado e depois excluído das redes sociais, Jonathas negou falhas, contestou a interpretação das denúncias e disse que a unidade já recebeu outras fiscalizações no mesmo ano em vídeo publicado e depois excluído das redes sociais.

“Gente, estou indo para São Paulo (SP) fazer um atendimento. O pessoal vai ver na mídia que a fiscalização parou lá na clínica [em Campo Grande]. Essa clínica recebe denúncia todo dia. Essas fiscalizações com as mesmas pessoas que estão lá agora já foram lá umas cinco vezes esse ano”, afirmou.

Ele também defendeu a regularidade dos serviços e negou qualquer irregularidade no funcionamento. Segundo ele, todos os procedimentos seguem registro e normas técnicas.

“Podem procurar qualquer coisa na clínica. Nós somos extremamente éticos. Tudo que fazemos é documentado, regulamentado, tudo certinho. Isso é perseguição”, disse.

Canela nega irregularidades e alega perseguição após operação em clínica
Medicamentos vencidos encontrados na clínica. (Foto: Kamilla Alcantara)

Na mídia recuperada pelo Campo Grande News, o médico afirmou que a clínica mantém rotina de atendimento a pacientes, inclusive vindos de outros estados, e criticou a repetição de inspeções no local. Ele disse que acompanha as ações por câmeras e que os mesmos profissionais já estiveram na unidade em outras ocasiões.

O médico afirmou que as autoridades precisam apurar denúncias, mas contestou suspeitas levantadas sobre a unidade. “As autoridades têm que fazer o papel delas. Se há denúncia, têm que verificar o que está acontecendo. Vocês acham que a clínica vai ter coisa errada?”, declarou.

O caso ganhou repercussão após operação de equipes do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor), da Vigilância Sanitária, do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) e da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo). A fiscalização identificou medicamentos vencidos misturados a itens dentro da validade, além de outras notificações administrativas.

Uma enfermeira da unidade foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos durante a ação. A clínica, no entanto, não foi interditada e segue em funcionamento enquanto o caso permanece sob análise dos órgãos competentes.

Em nota oficial, a assessoria de comunicação da Clínica Canela informou que colabora integralmente com os órgãos fiscalizadores e apresenta documentos, registros técnicos e esclarecimentos durante o procedimento ainda em andamento. A instituição afirmou respeitar a atuação das autoridades e disse que conclusões antes da análise final seriam precipitadas.

A clínica negou fabricar, manipular, rotular ou comercializar medicamentos de forma irregular. Também afirmou que não condiciona atendimento ou continuidade terapêutica à compra de produtos e disse que o paciente pode adquirir medicamentos em qualquer estabelecimento.

Sobre os itens vencidos encontrados em depósito, a instituição informou que abriu apuração interna e revisa protocolos de armazenamento, conferência e descarte. A clínica afirmou que a presença desses materiais não indica uso em pacientes e disse que apresentará registros às autoridades.

Canela nega irregularidades e alega perseguição após operação em clínica
Delegacia passou cerca de 4 horas analisando produtos. (Foto: Gabi Cenciarelli)