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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

11/07/2016 09:41

“Tenho certeza que não é verdade”, diz pai sobre maus-tratos de menina

Fernanda Mathias e Mara Riveiros
Conselheira explica que a palavra da criança tem grande valor e que a Justiça definirá se ela permanece em abrigo ou se volta para o pai (Foto: Marina Pacheco)Conselheira explica que a palavra da criança tem grande valor e que a Justiça definirá se ela permanece em abrigo ou se volta para o pai (Foto: Marina Pacheco)

O pai da menina de 9 anos que fugiu de casa na sexta-feira (8) disse, na manhã desta segunda-feira (11), estar convencido de que não houve maus-tratos por parte da madrasta da criança e que vai seguir os procedimentos informados pelo Conselho Tutelar para reaver a guarda da filha, acolhida em um abrigo de Campo Grande. “Tenho certeza que não é verdade”, disse, sobre a alegação da criança quando ouvida pelos conselheiros.

O homem, de 30 anos, contou que a menina já tinha sido tomada da mãe justamente por ter sofrido violência e por isso tanto ele quanto a esposa costumam ser cautelosos ao chamar a atenção da criança. “Eu uso a conversa para corrigir. Tanto eu quanto minha mulher, evitamos bater por ela ter sofrido maus-tratos da mãe”.

Ele esteve na manhã desta segunda-feira no Conselho Tutelar do bairro Aero Rancho para se informar sobre os procedimentos e reaver a guarda da menina. Recebeu uma carta de requerimento que deverá ser levada até a Defensoria Pública. O pai afirma que espera ainda hoje se encontrar e ouvir a filha.

Palavra de criança – A conselheira tutelar Janaíne Pereira de Oliveira, que acompanha o caso, reforçou a importância do depoimento da criança no caso, com riqueza de detalhes. A menina contou que teria apanhado em diversas ocasiões, com chinelo e também com a planta espada de São Jorge, além de ter sofrido violência psicológica e explorada com excesso de serviços domésticos.

Além da menina, também moram na casa outros dois filhos da madrasta. Como a criança já saiu da guarda da mãe e, acionada pelo Conselho Tutelar, ela não demonstrou interesse em ficar com a criança, a Justiça vai decidir se ela permanecerá no abrigo ou se voltará para o pai.

O delegado Mário Donizete, da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) adiantou que, embora não tenha recebido a denúncia, o caso será investigado pela delegacia.



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