Pela 3ª vez, médico réu por feminicídio volta à prisão
João Jazbik Neto foi preso na chácara onde Fabíola Marcotti morreu por equipe da Deam
O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso novamente na tarde desta quinta-feira (3), em Campo Grande. Réu pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, ele foi localizado na chácara onde vivia com a vítima e onde o crime ocorreu.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso novamente em Campo Grande na quinta-feira (3), réu pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. Ele foi localizado na chácara onde o crime ocorreu em maio. O médico alegou suicídio, mas perícias apontaram assassinato. Ele responde também por violência psicológica, posse irregular de armas e fraude processual.
A polícia cumpriu a prisão em razão de um novo mandado judicial. Após ser detido, João será encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). É a terceira vez que Jazbik é levado à cadeia desde a morte da esposa.
- Leia Também
- Resíduo de tiro estava na mão de médico, mas não na de fisioterapeuta
- "Socorro, socorro, socorro": diário de Fabíola relata medo e controle do marido
A nova prisão foi determinada pelo desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O magistrado reconsiderou a própria decisão que havia colocado o médico em liberdade e restabeleceu a prisão preventiva decretada em 14 de agosto pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.
O mandado foi expedido com validade de 20 anos e determina que João seja recolhido em prisão especial.
Fabíola foi encontrada morta em 18 de maio deste ano, dentro da propriedade localizada na região da Chácara dos Poderes. O médico afirmou inicialmente que a companheira havia cometido suicídio, mas a investigação da Polícia Civil concluiu que ela foi assassinada.
Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a fisioterapeuta sofreu sucessivos golpes na cabeça com um objeto não identificado antes de ser atingida pelo disparo que causou sua morte. A perícia também apontou que a dinâmica encontrada no local era incompatível com suicídio.
João tornou-se réu por feminicídio qualificado pelo meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito. Ele também responde por violência psicológica contra a mulher, posse irregular de armas e fraude processual.
O cardiologista havia sido preso preventivamente em 14 de agosto, mas deixou a prisão seis dias depois, por decisão liminar de Cafure. O Ministério Público recorreu para tentar restabelecer a prisão.
A defesa do médico, comandada pelo advogado José Belga Trad, sustenta que ele é inocente e classificou os laudos periciais utilizados pela acusação como “precários” e “amadores”. A reportagem tenta contato para obter manifestação sobre a nova prisão.


