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Capital

Pela 3ª vez, médico réu por feminicídio volta à prisão

João Jazbik Neto foi preso na chácara onde Fabíola Marcotti morreu por equipe da Deam

Por Anahi Zurutuza e Bruna Marques | 03/09/2026 16:54
Pela 3ª vez, médico réu por feminicídio volta à prisão
Fabíola Marcotti e João Jazbik Neto durante festa, em 2014 (Foto: Divulgação)

O médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso novamente na tarde desta quinta-feira (3), em Campo Grande. Réu pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, ele foi localizado na chácara onde vivia com a vítima e onde o crime ocorreu.

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O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso novamente em Campo Grande na quinta-feira (3), réu pelo feminicídio da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos. Ele foi localizado na chácara onde o crime ocorreu em maio. O médico alegou suicídio, mas perícias apontaram assassinato. Ele responde também por violência psicológica, posse irregular de armas e fraude processual.

A polícia cumpriu a prisão em razão de um novo mandado judicial. Após ser detido, João será encaminhado à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). É a terceira vez que Jazbik é levado à cadeia desde a morte da esposa.

A nova prisão foi determinada pelo desembargador Emerson Cafure, da 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). O magistrado reconsiderou a própria decisão que havia colocado o médico em liberdade e restabeleceu a prisão preventiva decretada em 14 de agosto pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

O mandado foi expedido com validade de 20 anos e determina que João seja recolhido em prisão especial.

Fabíola foi encontrada morta em 18 de maio deste ano, dentro da propriedade localizada na região da Chácara dos Poderes. O médico afirmou inicialmente que a companheira havia cometido suicídio, mas a investigação da Polícia Civil concluiu que ela foi assassinada.

Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a fisioterapeuta sofreu sucessivos golpes na cabeça com um objeto não identificado antes de ser atingida pelo disparo que causou sua morte. A perícia também apontou que a dinâmica encontrada no local era incompatível com suicídio.

João tornou-se réu por feminicídio qualificado pelo meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito. Ele também responde por violência psicológica contra a mulher, posse irregular de armas e fraude processual.

O cardiologista havia sido preso preventivamente em 14 de agosto, mas deixou a prisão seis dias depois, por decisão liminar de Cafure. O Ministério Público recorreu para tentar restabelecer a prisão.

A defesa do médico, comandada pelo advogado José Belga Trad, sustenta que ele é inocente e classificou os laudos periciais utilizados pela acusação como “precários” e “amadores”. A reportagem tenta contato para obter manifestação sobre a nova prisão.