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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

02/03/2012 12:35

MPE vai recorrer de decisão que colocou Polaco em liberdade

Aline dos Santos

Apontado como o maior contrabandista de cigarros do País, ele foi preso em novembro e solto ontem, após liminar do STJ

Polaco foi solto ontem em Campo Grande. (Foto: Marlon Ganassin)Polaco foi solto ontem em Campo Grande. (Foto: Marlon Ganassin)

O MPE (Ministério Público Estadual) vai recorrer da decisão que colocou Alcides Carlos Grejianin, o Polaco, em liberdade. Apontado como o maior contrabandista de cigarros do País, ele foi preso em novembro e solto ontem, após liminar do STJ (Superior Tribunal de Justiça). A decisão também beneficiou seu filho, Dênis Marcelo Grejianin.

Relator do processo, o ministro Sebastião Reis Júnior entendeu se tratar de incompetência absoluta do Juízo da Auditoria Militar de Campo Grande para decretação das prisões, porque os presos são civis.

Por sua vez, o Ministério Público informa que os acusados não praticaram crimes contra instituições militares estaduais, mas em conluio policiais, que se associaram, em quadrilha ou bando, para a prática de vários crimes, em especial os de corrupção ativa.

O esquema criminoso foi alvo da operação Alvorada Voraz, realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), PRF (Polícia Rodoviária Federal), comando da PM (Polícia Militar), com auxílio do Nurep (Núcleo de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal), num total de 200 profissionais.

De acordo com a denúncia, policiais militares recebiam propina para permitirem a livre circulação de carregamentos de cigarros, que obrigatoriamente passam por Porto Murtinho, Bela Vista, Jardim, Sidrolândia e Campo Grande, rota dos contrabandistas vindos do Paraguai, com destino a outros Estados. Seis PMs foram presos e um coronel foi investigado.

Polaco – Alcides Carlos Grejianin é dono de um patrimônio milionário. A justiça federal já sequestrou seis fazendas de propriedade do contrabandista, sendo uma avaliada em R$ 20 milhões.

Ele responde a processos por contrabando de cigarro e lavagem de dinheiro. Em fevereiro de 2011, a justiça arrecadou R$ 7 milhões com leilão do gado apreendido.

Fora da cadeia, ele deve se submeter na próxima semana, em Londrina (Paraná), a cirurgia para retirada de um cisto



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