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Capital

Sobrinho que matou tia com 24 facadas é condenado a 8 anos de prisão

Crime ocorreu em abril do ano passado no Bairro Santo Amaro, em Campo Grande

Por Kerolyn Araújo e Geisy Garnes | 30/09/2020 15:39
Ismael Lourival Alves dos Santos matou a tia a facadas em abril do ano passado. (Foto: Marcos Maluf)
Ismael Lourival Alves dos Santos matou a tia a facadas em abril do ano passado. (Foto: Marcos Maluf)

Ismael Lourival Alves dos Santos, 22 anos, que matou a tia, Ivelin Aparecida Alves dos Santos, 46 anos, a facadas em abril do ano passado, foi condenado a oito anos e sete meses de prisão. Ele foi julgado nesta quarta-feira (30) na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

O réu prestou depoimento no plenário do Tribunal do Júri, na frente do juiz Aluísio Pereira dos Santos, do defensor público Rodrigo Antônio Stochiero Silva, do Promotor de Justiça e jurados. Depois, seguindo o protocolo de biossegurança, acompanhou o restante do julgamento por videoconferência em uma das salas do Fórum.

Na época do crime, Ismael contou que matou a tia porque era "atormentado" por ela desde quando tinha 12 anos. Segundo o réu, Ivelin tinha um temperamento difícil, era muito agressiva e durante as brigas costumava arremessar sapatos e pratos de comida contra os sobrinhos.

Segundo o réu, no dia do crime ele e a tia tiveram uma discussão. Ela teria ameaçado colocar veneno na comida do sobrinho e, durante a briga, acabou morta com 24 facadas.

Horas após o assassinato, Ismael se apresentou à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Ele foi preso em flagrante e autuado por feminicídio. Mas nesta quarta-feira essa qualificadora foi afastada pelos jurados.

O Conselho de Sentença considerou Ismael culpado por homicídio qualificado por meio cruel, mas acatou parte da tese de defesa e o considerou semi-imputavél, ou seja, que estava com a capacidade de compreensão reduzida quando cometeu o crime. Por conta disso, a qualificadora de violência doméstica foi afastada, assim como o aumento da pena por vulnerabilidade da vítima.

Diante da decisão, a pena inicialmente foi definida em 16 anos de reclusão, mas acabou reduzida por conta de três fatores: pela confissão de Ismael, por ele ter agido sob "violenta emoção” e pela semi-imputabilidade. Com isso, a pena caiu para oito anos e sete meses de reclusão em regime fechado.


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