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Interior

Homem condenado por abusar de filha de colega de trabalho de 6 anos é preso

Crime aconteceu em 2021, após autor mentir que ia ao banheiro e aproveitar para entrar no quarto de criança

Por Clara Farias e Bruna Marques | 28/08/2026 15:24
Homem condenado por abusar de filha de colega de trabalho de 6 anos é preso
Entrada da Polícia Civil em Sidrolândia, local para onde Daniel da Silva Arruda foi conduzido após prisão (Foto: Jose Pereira / Sidrolandia News)

Daniel da Silva Arruda, condenado por abuso sexual contra a filha de um colega de trabalho, de apenas 6 anos, foi preso nesta quinta-feira (28), em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande. O crime aconteceu em 31 de janeiro de 2021, na Aldeia Tereré, localizada no município onde ele foi preso.

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Daniel da Silva Arruda, condenado por abuso sexual contra uma criança de 6 anos, foi preso em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande. O crime ocorreu em 2021 na Aldeia Tereré. Ele foi condenado a 8 anos de reclusão em regime semiaberto após recurso reduzir a pena inicial de 10 anos e 6 meses. O caso foi enquadrado como ato libidinoso por contemplação lasciva, sem contato físico.

Conforme consta nos autos, Daniel tinha 31 anos na época e trabalhava como ajudante de carga e descarga. Ele estava na varanda da casa do pai da vítima, com quem trabalhava, consumindo bebida alcoólica.

Em determinado momento, Daniel teria ido até o quarto da criança. O pai, que estava na casa, estranhou a demora do colega após ele ter ido ao banheiro. Posteriormente, ao pegar outra cerveja na geladeira, percebeu que Daniel saía do quarto da filha.

Logo depois, a menina saiu assustada e correu até o pai. Chorando, contou que o homem havia entrado no quarto enquanto ela dormia e abaixado seu short até os joelhos. Ainda segundo os autos, o pai questionou Daniel sobre o que havia feito e ele admitiu ter feito “algo de errado”, mas não explicou o que teria ocorrido.

A criança foi ouvida em depoimento especial e confirmou o relato. Segundo a sentença, o caso foi enquadrado como ato libidinoso por contemplação lasciva, mesmo sem contato físico, diante do entendimento de que o homem teria satisfeito a própria libido ao observar a nudez da criança.

Daniel foi condenado em 1º de agosto de 2023 a 10 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado. Na ocasião, porém, ele teve o direito de recorrer em liberdade. A defesa apresentou recurso e, em julgamento realizado em 26 de abril de 2024, a pena foi reduzida para 8 anos de reclusão, em regime semiaberto.

Após a expedição do mandado de prisão, Daniel foi localizado e capturado nesta sexta-feira. Ele passou a ficar sob custódia para o cumprimento da pena.

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