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Cidades

Sem garantia de empregos, funcionários da Enersul vão parar por 48 horas

Por Aline dos Santos | 16/12/2013 12:36
Funcionários vão protestar contra proposta da Energisa. (Foto: Divulgação/Sinergia)
Funcionários vão protestar contra proposta da Energisa. (Foto: Divulgação/Sinergia)

Mesmo com acordo sobre a questão salarial, os funcionários da Enersul farão paralisação de 48 horas, amanhã e quarta-feira, em busca de garantia de que os empregos serão mantidos com a venda da empresa. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) analisa nesta semana o plano da Energisa para assumir a Enersul e outras sete distribuidoras do Grupo Rede Energia.

“Não querem incluir um texto que garanta a manutenção dos postos de trabalho. Na audiência da Aneel, a Energisa deixou bem claro que pretende descentralizar. Querem terceirizar, tirar a Enersul daqui”, afirma o presidente do Sinergia (Sindicato dos Eletricitários de Mato Grosso do Sul), Élvio Marcos Vargas.

Segundo ele, durante a paralisação de 48 horas será mantido cota mínima para cumprimento dos serviços essenciais. Na quarta-feira, às 16h, acontecerá uma nova assembleia.

Nesta segunda-feira, houve entendimento quanto ao reajuste. A empresa vai oferecer 6.48%, sendo 5.48% de reposição da inflação e o restante de ganho real. A Enersul tem 1.080 funcionários.

O plano da Energisa prevê R$ 154 milhões a menos em investimentos do que a necessidade da Enersul. “Na percepção da Administração da Intervenção, o montante total de investimento necessário para o período de 2013 a 2017 é de cerca de R$ 900 milhões, enquanto o previsto pela Energisa foi de R$ 746 milhões”, informa Jerson Kelman em documento denominado “Comentários do Interventor da Enersul”.

A empresa atende a 94,4% da população de Mato Grosso do Sul, num total de 2,4 milhões de habitantes.

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