17/01/2019 16:49

Polícia ouve administração do Aquário, mas não avança em investigação

Depoimentos não acrescentaram muito e o responsável pelo delito ainda segue desconhecido

Guilherme Henri
Delegado Marco Antônio Balsanini (Foto: Guilherme Henri)Delegado Marco Antônio Balsanini (Foto: Guilherme Henri)

O delegado da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista), Marco Antônio Balsanini, ouviu na tarde desta quinta-feira (17) a empresa responsável pela administração do Aquário do Pantanal, sobre a pichação encontrada na cúpula metálica no fim do ano passado. Entretanto, os depoimentos não acrescentaram muito e o responsável pelo delito ainda segue desconhecido.

“Pedimos em ofício que a empresa apresentasse os seguranças que estavam no dia da pichação. Contudo, fomos informados pelos representantes da empresa que, eles não sabem o dia exato, apenas o período entre 23 e 30 de dezembro”, explica.

Além disso, em depoimento, os representantes esclareceram que após reunião com todos os seguranças também foi descoberto que neste período de sete dias não foram registradas ocorrências de queda de tapume – que protege o entorno do Aquário.

“Agora o próximo passo é ouvir os responsáveis pela manutenção do Parque das Nações e continuar tentando encontrar algum prédio que com câmeras de segurança”, adianta o delegado.
Se encontrado, o responsável vai responder por pichação e dano ao patrimônio público. Somadas, as penas dos dois crimes preveem pena de 6 meses a 3 anos de reclusão.

Ainda ‘sujo’ - A remoção da pichação na cúpula metálica ainda não tem data para acontecer. Conforme a Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura), os técnicos estão avaliando como fazer, porque a cúpula é de titânio e não pode ser removida de qualquer jeito.

Símbolo foi pintado no topo do Aquário do Pantanal (Foto: Gabriel Marchese)Símbolo foi pintado no topo do Aquário do Pantanal (Foto: Gabriel Marchese)
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