19/04/2017 06:00

Fiscal citado na Lava Jato gostava de 'sumir' em Brasília

Waldemar Gonçalves

Cadê o Milet? – Citado em delação de ex-executivo da Odebrecht e suposto beneficiário de propina, o fiscal tributário José Miguel Milet já enfrentou outros problemas em sua carreira pública. Anos atrás, chegou a ser punido pelo chefe por 'desaparecer' do emprego e não atender chamados para retomar suas funções em Campo Grande.

Causa eterna – Segundo servidores da Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), Milet não aceitava trabalhar em Campo Grande. Queria ficar em Brasília (DF) cuidando de um processo que, em tese, poderia render milhões ao Estado, referente a uma suposta dívida previdenciária remanescente da época da criação de Mato Grosso do Sul, bandeira levantada nos tempos de governo de Zeca do PT.

Receio – Apesar da situação de tranquilidade nas unidades básicas de saúde de Campo Grande no primeiro dia da campanha de vacinação contra a gripe, em um dos locais ficou evidente a situação de tensão que vivem os profissionais da saúde nos postos da Capital.

Sem declarações – Em um posto de saúde, trabalhadores se recusaram a dar qualquer tipo de informação para a reportagem, alegando que era para proteger a integridade dos servidores e evitar exposições. No fim, um pedido: que não houvesse críticas aos profissionais, pois já basta o "assédio moral que temos sofrido".

Sem votação – Outra terça-feira passou e mais uma sessão da Câmara Municipal foi encerrada sem votação de projeto. De acordo com a assessoria da casa, as propostas têm passado por análise criteriosa na Comissão de Constituição e Justiça, dando morosidade ao processo colocados em pauta.

Hábito – Os itens que estão sendo verificados com mais rigor são os projetos autorizativos, aqueles que dão o aval dos vereadores para o Executivo implantar determinado projeto ou medida, mas sem que tenha caráter obrigatório, ou seja, o prefeito pode escolher ignorá-los. A intenção é tornar menos frequente essas proposições.

Reformas estruturantes – É preciso colocar em prática as reformas estruturantes, tanto a da previdência como a trabalhista, para que o país retome o crescimento da economia e seja competitivo. A análise é do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB). Os dois temas tramitam atualmente no Congresso Nacional.

Medidas duras – Reinaldo, diga-se, sabe que alguns atos, apesar de impopulares, são importantes. O tucano lembra que sua gestão teve responsabilidade ao adotar medidas duras, mas necessárias para manter bom equilíbrio fiscal e da economia, priorizando a humanização dos serviços públicos.

Qual a sigla? – Em agenda pública do governo na segunda-feira (17), a deputada federal Tereza Cristina (PSB), quase errou o nome da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar). É que a parlamentar foi titular da pasta quando ainda era chamada Seprotur, que depois virou Semade até a nomenclatura atual, decorrente da reforma administrativa de Reinaldo.

Médicos no ponto – "Quando o prefeito coloca o ponto é porque existe o bem e o mal. É preciso que o médico use o bom senso. O prefeito acabou de assumir e está ciente da falta de condições, tem que dar mais tempo a ele. Tudo isso requer dinheiro e ele pegou heranças malditas que requerem tempo. Os bons e comprometidos em salvar vidas vão estar lá”, disse ontem o vereador Chiquinho Telles (PSD) sobre o ponto eletrônico para médicos.

(com Amanda Bogo, Leonardo Rocha, Richelieu de Carlo e Yarima Mecchi)

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