Investimento na recuperação do Rio Taquari recebe extra de R$ 1,7 milhão
Parceria com instituto mantém ações em Bonito, Jardim, Bodoquena e Miranda até outubro
O Governo de Mato Grosso do Sul ampliou para R$ 1,78 milhão o investimento em ações que tentam conter o avanço do assoreamento e recuperar áreas degradadas em bacias que alimentam o Rio Taquari e outros cursos d’água no Estado.
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O Governo de Mato Grosso do Sul ampliou para R$ 1,78 milhão o investimento para conter o assoreamento e recuperar áreas degradadas em bacias que alimentam o Rio Taquari. O reforço de R$ 585,9 mil foi formalizado em parceria com o Instituto Taquari Vivo e estende as atividades até outubro de 2026. As ações incluem construção de terraços, adequação de estradas rurais e intervenções em propriedades nas bacias dos rios Betione, Formoso, da Prata e Salobra.
A medida consta no segundo termo aditivo de parceria com o Instituto Taquari Vivo, publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) desta quinta-feira (30), e prevê a continuidade das atividades até 30 de outubro de 2026.
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O acordo é conduzido pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com recursos do Funter (Fundo de Regularização de Terras), e mantém em operação a chamada “Patrulha Ambiental”, estrutura mecanizada usada para atuar diretamente no campo.
Na prática, o trabalho tenta reduzir um dos principais problemas ambientais da região: o desgaste do solo que acaba sendo levado pela chuva para dentro dos rios, contribuindo para o assoreamento. Entre as ações estão a construção de terraços para conter erosão, adequação de estradas rurais e intervenções em propriedades para melhorar a infiltração da água no solo.
Com o novo aditivo, o projeto recebeu reforço de R$ 585,9 mil, elevando o valor total da parceria. O prazo, que terminaria em abril, foi estendido por mais seis meses.
As ações seguem as diretrizes do Prosolo (Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água), que parte do diagnóstico de que o uso inadequado do solo aumenta processos erosivos, reduz a produtividade no campo e compromete a qualidade da água.
Segundo o plano, práticas como terraceamento, cobertura vegetal e readequação de estradas rurais são fundamentais para diminuir o escoamento superficial e evitar que sedimentos sejam carregados para as bacias hidrográficas.
No caso da parceria prorrogada, a atuação está concentrada nas bacias dos rios Betione, Formoso, da Prata e Salobra, em municípios como Bodoquena, Jardim, Bonito e Miranda, áreas diretamente ligadas a sistemas hídricos sensíveis da região.
O modelo adotado prevê atuação conjunta entre poder público, entidades parceiras e produtores rurais, com foco na recuperação de áreas degradadas e na adoção de práticas mais sustentáveis no campo.
O termo aditivo foi assinado no dia 25 de abril. Pela Semadesc, assinou o secretário Artur Henrique Leite Falcette. Pelo Instituto Taquari Vivo, o procurador Renato Roscoe.
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