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Campo Grande, Terça-feira, 18 de Setembro de 2018

05/06/2018 14:59

Laudo aponta que vítima comprou chopp antes de colisão na Afonso Pena

Carolina Albuquerque, de 24 anos, morreu depois do carro que estava dirigindo ser atingido por outro veículo a 160 km/h

Gabriel Neris
Carro que Carolina Albuquerque conduzia ficou destruído após ser atingido por caminhonete (Foto: Direto das Ruas)Carro que Carolina Albuquerque conduzia ficou destruído após ser atingido por caminhonete (Foto: Direto das Ruas)

Laudo da perícia do acidente de trânsito que culminou com a morte da advogada Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos, aponta que a jovem pagou R$ 42,90 com o cartão de débito da mãe para o consumo de um chopp de 500 ml, um lanche e um suco de laranja horas antes de deixar um bar na Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

O pagamento do consumo foi registrado pelo bar às 20h23 do dia 1º de novembro do ano passado. A colisão com a caminhonete guiada pelo estudante João Pedro da Silva Miranda Jorge, de 23 anos, que estava em torno de 160 km/h na avenida Afonso Pena, ocorreu por volta de meia-noite. O filho da jovem, na época com 3 anos e 8 meses, ficou ferido e não foi socorrido pelo motorista.

O pai da jovem contou que convidou Carolina para comemorar o aniversário do irmão dela em restaurante japonês, porém ela disse que estava com as amigas no bar da Chácara Cachoeira. A mãe confirmou que a advogada estava com duas amigas e seus filhos e ficaram no local até por volta das 21h, quando se encaminharam a um apartamento próximo ao Shopping Campo Grande.

Carolina Albuquerque morreu na madrugada do dia 2 de novembro de 2017. (Foto: Arquivo pessoal)Carolina Albuquerque morreu na madrugada do dia 2 de novembro de 2017. (Foto: Arquivo pessoal)

Antes de deixaram o bar, uma das amigas também pagou a conta com cartão de crédito. No consumo, foram registrados um pastel, duas águas e outro lanche.

Após o acidente, o estudante que dirigia uma Nissan Frontier fugiu sem prestar socorro. O filho da advogada estava na cadeirinha e havia fraturado a clavícula. João Pedro teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no dia seguinte ao acidente e passou o fim de semana em uma das celas da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Centro e posteriormente foi levado para o presídio estadual.

A juíza Eucelia Moreira Cassal determinou a soltura do rapaz mediante o pagamento de fiança de R$ 50.598 e uso de tornozeleira eletrônica. Ele pagou fiança e deixou o local.



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