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Cidades

Pesquisa estima que população infectada não chega a 1% em MS

Apenas uma pessoa testou positivo durante coletas realizadas em Campo Grande, Dourados e Corumbá

Jones Mário | 12/06/2020 10:40
Pesquisadores submeteram a testes rápidos cerca de 200 pessoas em cada cidade (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)
Pesquisadores submeteram a testes rápidos cerca de 200 pessoas em cada cidade (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo)

A Ufpel (Universidade Federal de Pelotas-RS) concluiu que o número de infectados pelo novo coronavírus em Campo Grande, Dourados e Corumbá não chega a 1% das populações de cada cidade. Os dados da segunda fase da pesquisa EPICOVID19-BR foram divulgados ontem (11) pela instituição.

O estudo foi a campo por dois períodos (14 a 21 de maio, e 4 a 7 de junho), em 133 cidades brasileiras, a fim de identificar a proporção de pessoas que apresentam anticorpos contra o Sars-CoV-2 - ou seja, que estão ou tiveram covid-19. Para isso, equipes submeteram a testes rápidos pelo menos 200 pessoas em cada município, aleatoriamente sorteadas.

Nas soma das duas fases, apenas um sul-mato-grossense testou positivo, em Dourados, durante a etapa realizada em junho.

A coleta de dados no Estado foi prejudicada e chegou a ser interrompida em Campo Grande, que acabou de fora do balanço da primeira fase. Pesquisadores do Ibope Inteligência foram confundidos com golpistas e acabaram levados à delegacia.

Último boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde) aponta 2.853 casos confirmados em Mato Grosso do Sul, dos quais 849 em Dourados; 560 em Campo Grande; e 104 em Corumbá.

Se considerado o limite de 1% de infectados nestes municípios, o número de casos chegaria a até 12,3 mil. Dados do EPICOVID19-BR estimam que, para cada caso confirmado de coronavírus nas 120 cidades pesquisadas com ao menos 200 testes realizados, existem 6 pessoas com anticorpos na população.

Nacional - O levantamento concluiu que a prevalência da covid-19 é mais intensa nas regiões Norte e Nordeste, onde ficam as 15 cidades com maior proporção de população com anticorpos. Na contramão, nenhuma cidade do Sul apresentou prevalência superior a 0,5%. No Centro-Oeste, só três cidades superaram a marca (Brasília-DF, Cuiabá-MT e Luziânia-DF).

De acordo com a Ufpel, em 83 cidades onde foi possível entrevistar e testar 200 ou mais pessoas, a proporção da população com anticorpos aumentou de 1,7% na fase 1 para 2,6% na fase 2 - podendo variar de 1,5% a 1,8% na fase 1 e de 2,4% a 2,8% na fase 2 pela margem de erro da pesquisa.

O crescimento de 53% “foi estatisticamente significativo e é inédito em estudos similares”, revelou a instituição, em nota, uma vez que “na Espanha, estudo semelhante indicou aumento de apenas 4% entre as duas etapas da pesquisa”.

Em Boa Vista, capital de Roraima, a proporção da população que tem ou já teve coronavírus foi estimada em 25%, equivalente a um de cada quatro habitantes. No Rio de Janeiro, segunda cidade mais populosa do País, com 6,7 milhões de habitantes, 7,5%, ou 503 mil pessoas, têm ou já tiveram covid-19, conforme estudo da Ufpel.

Os dados da pesquisa já levam em consideração a taxa de falsos positivos e falsos negativos do teste rápido utilizado.

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