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Campo Grande, Domingo, 13 de Outubro de 2019

31/05/2019 06:04

Sinpol acumula patrimônio que inclui hotéis de trânsito e pesqueiros

Clayton Neves
Imagem aérea mostra espaço do Sinpol-MS, na cidade turística de Bonito. (Foto: Divulgação/Sinpol/MS).Imagem aérea mostra espaço do Sinpol-MS, na cidade turística de Bonito. (Foto: Divulgação/Sinpol/MS).

Sem fiscalização dos órgãos de controle e obrigação de prestar contas de quanto arrecada e como gasta, o Sinpol-MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul) acumula patrimônio milionário e tem cinco servidores recebendo salário, pago com dinheiro público, sem precisar trabalhar. Tudo dentro da lei.

A entidade, que tem quase 28 anos, conta com dois hotéis de trânsito, dois pesqueiros, seis piscinas, quatro campos de futebol, duas quadras de vôlei, diversos salões de festas e eventos e até parquinhos infantis.

Somente a sede, em Campo Grande, tem 6 hectares, um hotel de trânsito com 12 quartos, todos com ar-condicionado, frigobar e banheiro, três piscinas, área para camping, campo de futebol suíço iluminado, parque para as crianças, churrasqueiras e quadra de vôlei de areia, além da sede administrativa e de uma frota de veículos.

Algumas das subsedes ficam em locais turísticos e bairros nobres. Em Bonito, a subsede fica a 3 quilômetros da cidade, tem um hotel com 12 apartamentos climatizados, piscina, espaço para camping, vestiários, quiosques com churrasqueiras, campos de futebol, cozinha com churrasqueira e fogão a lenha.

O luxo também está presente nas cidades vizinhas Aquidauana e Anastácio. Nesta última cidade, os sindicalistas contam com um pesqueiro às margens do rio, onde podem ficar hospedados, curtir a natureza, usufruir do pomar, fazer churrasco e até sair para pescar com o barco do sindicato.

Já em Aquidauana, eles têm piscina, salão de festas e campo de futebol. Outros imóveis ficam em Coxim, Dourados, Nova Andradina, Paranaíba, Fátima do Sul e Ponta Porã.

O patrimônio é resultado de uma equação milionária. Somente com a contribuição dos filiados, o Sinpol-MS recebe mais de R$ 3 milhões por ano. De acordo com o site da entidade, o valor da mensalidade é de 2% do subsídio do policial civil, que é descontado automaticamente na folha de pagamento.

Só que os maiores salários da diretoria sindical são arcados integralmente pelos cofres públicos. O custo anual somente com os funcionários públicos cedidos ao Sinpol-MS é de R$ 738 mil. O presidente Giancarlo Corrêa Miranda, por exemplo, continua recebendo ao menos R$ 159 mil por ano do governo, mesmo sem entrar em uma delegacia para trabalhar há 9 anos.

Em Mato Grosso do Sul, a licença remunerada para a atividade classista, apesar de questionável do ponto de vista moral, está prevista em lei. O Estatuto dos Funcionários Públicos Civis (Lei 1.102, de 10 de outubro de 1990) e o Decreto 11.263, de 18 de junho de 2003, estipulam o pagamento.

Não é o que acontece em todo o País. Em âmbito federal, por exemplo, as entidades têm direito a, no máximo, 8 licenças, mas todas elas sem direito à remuneração.

Contabilidade oculta - Para acessar o balancete no site institucional é preciso ter login e senha. Apesar de movimentar a contribuição de milhares de servidores, o sindicato não é obrigado a fazer a prestação de contas e nem a passar por nenhum tipo de fiscalização. Ministério Público Estadual e Ministério Público do Trabalho explicaram que só atuam no caso de denúncias.



Os recursos dos sindicatos só estão sujeito a fiscalização de seus associados.
Não é dinheiro público. Se os jornalistas n tem sindicato ou se e mal administrado. sinto muito.esse patrimonio e para uso de seus membros.
 
João Urbano Dominoni Junior em 31/05/2019 09:20:13
De fato, o SINPOL tem um patrimônio considerável. Isto graças às contribuições mensais de boa parte dos Policiais Civis do Estado.
Mas, com absoluta certeza, esse patrimônio seria muito maior, se o sindicato não tivesse que gastar com publicações esclarecedoras à população ordeira, com advogados e com ações para que o governo faça aqui que lhe é de obrigação.
 
Rodney OSilva em 31/05/2019 08:36:37
Vivemos em uma democracia graças a Deus e os jornais podem fazer a matéria que quiserem.
Eu também me valho disso para achar estranho que o jornal ultimamente tem focado suas matéria para os sindicatos de empregados.
Sugiro que também faça uma vasculhada nos sindicatos patronais.
Outra sugestão é que o jornalista ou a jornalista se informe a respeito dos recursos dos sindicatos.
Os recursos dos sindicatos só estão sujeito a fiscalização de seus associados.
Não é dinheiro público.
 
Critico em 31/05/2019 07:57:55
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