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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

26/07/2019 16:35

Embaixador da Bolívia discute com Reinaldo fornecimento de gás natural a MS

Acordo com grupo russo e uso do combustível nos mercados domésticos e veicular pautaram debates

Humberto Marques
Franco e Reinaldo discutiram compras de gás e rota bioceânica em reunião nesta sexta-feira. (Foto: Saul Schramm/Subcom)Franco e Reinaldo discutiram compras de gás e rota bioceânica em reunião nesta sexta-feira. (Foto: Saul Schramm/Subcom)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o embaixador da Bolívia no Brasil, José Kinn Franco, discutiram nesta sexta-feira (26) em Campo Grande parcerias estratégicas entre Mato Grosso do Sul e o país vizinho, em áreas como energia, transporte e logísticas. O debate envolveu a possibilidade de a YPFB (Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos), a estatal de gás e combustíveis da Bolívia, instalar um escritório na Capital.

Além desses temas, ambos também debateram o aproveitamento do gás natural importado da Bolívia para a antiga UFN-3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados), de Três Lagoas –a 338 km de Campo Grande– vendida pela Petrobras ao grupo russo Acron por R$ 8,2 bilhões com a previsão de retomada das obras em 2020 e início da produção de ureia e outros fertilizantes até o início de 2024.

Os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Rússia, Vladimir Putin, assinaram acordo que prevê o fornecimento de 2,2 milhões de metros cúbicos de gás por dia pela YFPB à unidade de Três Lagoas. Em 18 de julho, executivos da Acron e da Petrobras se reuniram com representantes do governo estadual e acertaram a transferência dos incentivos fiscais da indústria em construção para o conglomerado russo.

O fornecimento do gás para uso doméstico e veicular também pautou a conversa, segundo o embaixador. O combustível, além de alimentar a indústria e o setor de serviços no Estado, é também um importante componente da arrecadação –o ICMS sobre o gás natural rendeu, mensalmente, entre R$ 45 milhões e R$ 78 milhões no primeiro semestre deste ano, frente aos mais de R$ 100 milhões registrados em junho do ano passado, queda resultante da redução das aquisições.

“Todos os assuntos discutidos têm uma característica estratégica tanto para a Bolívia como para Mato Grosso do Sul. O gás é energia, então é uma parte estratégica de qualquer economia. A energia é básica para qualquer desenvolvimento econômico. A vantagem é que já temos um gasoduto que vai desde a Bolívia, desde os campos produtores, até Mato Grosso do Sul. Temos de aproveitar”, prosseguiu Franco. Rudel Trindade, diretor-presidente da MSGás, estatal sul-mato-grossense do setor, também participou do encontro.

O representante do governo boliviano ainda falou sobre a implementação da rota bioceânica, que vai reduzir o tempo de transporte de mercadorias entre a América do Sul e o mercado asiático, a partir de conexão rodoviária que inclui a construção de uma ponte em Porto Murtinho, sobre o Rio Paraguai, em direção ao Paraguai, Argentina e os portos do Chile e Peru.

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