24/01/2019 15:35

Justiça ouve réus envolvidos em esquema de pirâmide de bitcoins em Campo Grande

Essa é a primeira audiência da ação de crime de práticas abusivas envolvendo três empresas e mais 16 réus

Silvia Frias e Liniker Ribeiro
Audiência começou no início da tarde em Campo Grande. (Foto; Kisie Ainoã)Audiência começou no início da tarde em Campo Grande. (Foto; Kisie Ainoã)

Começou esta tarde a primeira audiência da ação que apura práticas abusivas cometidas pelas empresas MinerWorld Sociedade Anônima, Bit Ofertas Informática Ltda, Bitpago Soluções de Pagamento Ltda e mais 16 réus, que atuavam em esquema de pirâmide e teriam lesado investidores associados com promessa de grandes lucros com bitcoins.

Essa é uma audiência de instrução, determinada pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. O magistrado quer obter mais informações dos réus investigados a partir da Operação Lucro Fácil.

A ação decorre da operação Lucro Fácil foi realizada em 17 de abril de 2018 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Os mandados foram cumpridos nas sedes das empresas MinerWorld, Bit Ofertas e Bitpago, em Campo Grande e São Paulo, além das residências dos respectivos sócios.

A suspeita de pirâmide foi denunciada à CVM (Câmara de Valores Imobiliários), que acionou o MP/MS. A Câmara de Valores Mobiliários concluiu que a MinerWorld aparenta dispor proposta fraudulenta com características de pirâmide financeira. Quando operação foi deflagrada, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 300 milhões em bens de 11 suspeitos de integrarem esquema de pirâmide financeira.

A MinerWorld negou irregularidades e afirmou ter sido vítima de uma fraude que rendeu prejuízo, em abril , na ordem de R$ 23,8 milhões.

Em dezembro, o empresário Cícero Saad Cruz, chegou a convidar parceiros para uma nova ferramenta voltada ao uso de moedas virtuais, a “m360.exchange”.

A plataforma, que permitiria, inclusive, a transferência de moedas do sistema antigo, é apresentada aos usuários como alternativa para uso do saldo já adquirido por cada um.

Cícero Saad negou que seria uma nova plataforma e disse o vídeo divulgado foi para informar os clientes de que a empresa busca parceiros comerciais que aceitem receber parte do pagamento de produtos e serviços em Mcash.

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