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Campo Grande, Quinta-feira, 19 de Abril de 2018

24/11/2017 09:47

PF oferece canal e orienta vítimas de golpe milionário sobre denúncia

Anahi Zurutuza
Policiais federais após vasculharem sede da Company Consultoria, na terça-feira (21), quando foi deflagrada a Operação Ouro de Ofir (Foto: Liniker Ribeiro/Arquivo)Policiais federais após vasculharem sede da Company Consultoria, na terça-feira (21), quando foi deflagrada a Operação Ouro de Ofir (Foto: Liniker Ribeiro/Arquivo)

Já está disponível no site da Polícia Federal o formulário que vítimas do golpe milionário investigado na Operação Ouro de Ofir. A corporação também orienta que as pessoas que investiram dinheiro nos “negócios” oferecido principalmente pela Company Consultoria Empresarial, empresa de Campo Grande que pertence a Celso Éder Gonzaga de Araújo, façam boletim de ocorrência na Polícia Civil da sua cidade.

A PF de Mato Grosso do Sul, que coordena a apuração, estima que Celso Éder e a rede de golpistas ligadas a ele tenham feito ao menos 25 mil vítimas em todo o Brasil.

O formulário deve ser preenchido e entregue, com firma reconhecida em cartório, na Superintendência Regional da PF em Campo Grande, pessoalmente ou pelos Correios, aos cuidados do delegado federal Guilherme Guimarães Farias.

O endereço da sede da PF na Capital é: rua Fernando Luiz Fernandes, 322, Vila Sobrinho, Campo Grande/MS, CEP 79.110-503.

Se preferir, baixe o formulário aqui.

Celso Éder, um dos presos na operação, ao chega à sede da PF (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Celso Éder, um dos presos na operação, ao chega à sede da PF (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Operação – Policiais federais e servidores da Receita foram às ruas antes da 7h desta terça-feira (21) para cumprir 19 mandados – 11 de busca e apreensão, 4 de prisão temporária e 4 de condução coercitiva, em Campo Grande, em Terenos, Goiânia (GO) e Brasília (DF).

Além de Celso Éder, foram presos Anderson Flores de Araújo e Sidney Anjos Peró. O quarto alvo, Ricardo Machado Neves, está foragido. Eles, segundo a polícia, são “cabeças” do esquema em Mato Grosso do Sul.

O nome da operação, Ouro de Ofir, é inspirado em uma cidade mitológica da qual seria proveniente um ouro de maior qualidade e beleza. Tal cidade nunca foi localizada e nem o metal precioso que seria de origem dele.

Esquema – Conforme divulgou a PF, o grupo dizia que havia uma mina de ouro explorada na época do império e os valores referentes às comissões das vendas feitas para a Europa e aos Estados Unidos pertenciam a uma família de Campo Grande.

O golpe teria começado a ser aplicado em Mato Grosso do Sul por Celso Araújo há ao menos dez anos. Ele dizia ser herdeiro dos valores, aponta a PF. Depois, Celso Éder, neto dele, assumiu os “negócios”.

De acordo com o delegado federal Cleo Mazzoti, os estelionatários integrantes da organização criminosa diziam que a família havia ganhado em uma ação internacional o direito a repatriação de R$ 3 trilhões, mas o acordo judicial previa que 40% do montante fosse distribuído para outros brasileiros.

As cotas mínimas para entrar no negócio eram de R$ 1 mil e os “corretores” prometiam lucro de até R$ 1 milhão, quando o dinheiro fosse repatriado.

Outra modalidade de golpe era a promessa de liberação de uma antiga LTN (Letra do Tesouro Nacional).

A quadrilha chamava as supostas operações financeiras de SAP e Aumetal.



Tem gente que "gosta de ser enganado".
Mas se a lei fosse mais dura o suficiente, quem engana, pensaria muito bem antes de aplicar e viver de dar golpe nos outros.
 
Adriano em 24/11/2017 15:05:02
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