04/04/2013 17:40

Pais confirmam falta de merenda em centros de educação infantil na Capital

Luciana Brazil e Mariana Lopes
Ceinf: pais foram obrigados a reforçar merenda (Foto: Marcos Ermínio)Ceinf: pais foram obrigados a reforçar merenda (Foto: Marcos Ermínio)

Com a denúncia de falta de merenda escolar nos Ceinf’s, os diretores dos centros preferem não comentar ou dar explicações sobre a situação. Hoje pela manhã, o Campo Grande News conversou com pais de alunos que confirmaram a ausência de alimento para as crianças.

A denúncia, formalizada pela Comissão Permanente de Assistência Social da Câmara de Vereadores, foi verificada em dois Centros Educacionais, no bairro Estrela Dalva.

No Ceinf Mary Sadalla Saad, a diretora não quis falar, mas uma mãe de 24 anos, que preferiu não se identificar, contou que na semana passada a professora pediu que os alunos levassem fruta, já que não tinha merenda.

“Eu não tinha comida para mandar para o meu filho e eles não levaram. A professora não disse nada, mas também nunca mais pediu”, contou a diarista que tem dois filhos, um de três meses e outro de oito anos.

Ainda no bairro Estrela Dalva, no Ceinf José Romão Cantero, outra mãe, com medo de perder a vaga ou sofrer alguma perseguição, preferiu não dar o nome. Ela conta que no início do ano não tinha merenda no Ceinf, mas a situação está sendo regularizada. “Tenho um filho de três anos no ceinf e outros três na escola municipal”.

Com os três filhos que já estão na escola, a reclamação tem sido outra: a pouca comida que os alunos vem recebendo. “Eles dizem que vem muito pouco, parecem que estão controlando a merenda”.

Nos locais visitados, diretores e funcionários não quiseram falar.

Na escola agrícola, onde também havia denúncia de merenda, o diretor, Moacir José Silva, afirmou que a alimentação tem sido entregue normalmente, e além disso, ele frisa que a produção da comida é feita por eles.

 

Na Escola Agrícola, abastecimento é normal (Foto: Marcos Ermínio)Na Escola Agrícola, abastecimento é normal (Foto: Marcos Ermínio)

A escola tem criação de porco, boi, horta, entre outros produtos. “Abatemos um boi por mês. Essa produção é pedagógica, mas como não podemos comercializar a produção, a gente consome”.

No início da manhã de ontem, o presidente da Comissão Permanente de Assistência Social e a vice-presidente, vereadores Flávio Cesar (PT do B) e Carla Stephanini (PMDB), confirmaram que há três semanas os Ceinf’s dos bairros Jardim Futurista e Estrela Dalva estavam sem alimentos. Pais e educadores faziam vaquinha para suprir as necessidades.

“As diretoras confirmaram que estão sem abastecimento de merenda”, informou Carla. No Ceinf Mary Sadalla, segundo ela, o problema da falta de alimentos levou pais e funcionários a arrecadarem alimentos, pedindo que alunos levassem comida de casa.

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