30/12/2018 09:00

O circo chegou, mas dessa vez, aproveitando as férias, você pode virar artista

Para quem ainda está sem programa para as férias, é hora de aprender trapézio, tecido, lira e acrobacias de solo.

Gustavo Maia
Oficina de acrobacias de circo vai ensinar performances feitas em duo. (Foto: Assessoria/Lucas Soares)Oficina de acrobacias de circo vai ensinar performances feitas em duo. (Foto: Assessoria/Lucas Soares)

Para quem vai passar as férias em Campo Grande e tem dificuldades para elaborar um programão, o Lado B vai trazer uma série de dicas para você aproveitar a folga do melhor jeito possível: aprendendo uma habilidade nova.

A primeira sugestão vai te levar às alturas e te deixar de ponta-cabeça com técnicas de circo. Em janeiro, artistas circenses vêm à capital com duas oficinas de férias: AcroDuo e Aéreos de Lona.

A primeira, com Nathália Maluf e Pedro Maluf, vai ensinar acrobacias de solo e acontece de 2 a 5 de janeiro, das 14h às 17h. Já na segunda, com Murillo Atalaia, os participantes vão conhecer o trapézio, a lira e o tecido acrobático. A oficina vai acontecer toda segunda, quarta e sexta, começando no dia 14 e terminando dia 25 de janeiro, sempre das 18h30 às 21h30.

As aulas são parceria entre os artistas e o Circo do Mato, local onde as atividades vão acontecer.

A oficina AcroDuo tem foco em adágio, ou seja, nas acrobacias feitas em dupla, mas os participantes também vão experimentar exercícios coletivos, como pirâmides humanas, e conhecer princípios de acrobacias individuais, além de técnicas de expressão corporal, vindas do teatro.

Segundo a instrutora Nathália, elas são importantes para desenvolver a consciência corporal dos participantes, exigida nos exercícios da oficina. “Vamos trazer um pouco da nossa vivência durante a nossa pesquisa, não apenas em circo mas também no teatro, por meio das dinâmicas que a gente usa para desenvolver a expressão corporal”, comenta a ela.

Oficina de aéreos de lona tem aula de trapézio. (Foto: Arquivo Pessoal)Oficina de aéreos de lona tem aula de trapézio. (Foto: Arquivo Pessoal)

Quem pensou em usar a desculpa “mas eu nunca fiz nada do tipo”, Nathália diz que essa é velha e não cola mais. “Não precisa ter experiência. A nossa ideia com essa oficina é passar a base mesmo, e alguns exercícios para que as pessoas possam dar continuidade a esse treino”. Nathália informa também que não tem idade mínima para os participantes, porém o ideal seria ter mais de 10 anos de idade, por conta da didática da oficina.

Nathália explica que como a oficina é feita em duplas, é legal ter um par, mas se não tiver também não é problema: “tem um pai que se inscreveu com a filha, por exemplo, e eles não são do mesmo tamanho, nem do mesmo peso. Nós vamos fazer um rodízio para que os alunos possam perceber essas diferenças de corpo, de força, de flexibilidade e ritmo de cada um”.

A oficina de aéreos é focada nos aparelhos lira, trapézio e tecido. Mas não é simplesmente se pendurar lá no trapézio e pronto. Murillo explica que a oficina vai ensinar técnicas para as construções dos movimentos e das performances possíveis em cada aparelho. Além disso, expressão e consciência corporal também serão abordados.

Para participar, também não precisa ter experiência e o instrutor diz que a oficina é para quem gosta de se aventurar, enfrentar o medo e superar seus próprios limites. Além disso o participante vai viver a experiência de conhecer o universo do circo e sentir a emoção de participar de um show de circo ao final da oficina, quando cada aluno vai apresentar um pequeno número no aparelho que mais gostou. Como a oficina exige um pouco de força e geralmente é mais procurada por adultos, a idade mínima para se inscrever é 14 anos.

Adágio é performance em dupla. (Foto: Assessoria/Lucas Soares)Adágio é performance em dupla. (Foto: Assessoria/Lucas Soares)

O valor total da oficina AcroDuo é R$ 120, mas quem não pode participar de todas as aulas eles também oferecem a opção de R$ 45 por dia. Já a oficina de Aéreos de Lona, custa R$ 150. Quem participar das duas oficinas, ganha 10% de desconto.

Ao final, o curso oferece certificado com carga horária. Um diferencial da oficina de acrobacias, explica a instrutora, é que eles adicionaram um pouco de acroyoga, uma variação do yoga com acrobacias, no conteúdo. “Aqui em Campo Grande tem ficado cada vez mais popular a prática do acroyoga, e nós vamos abordar alguns fundamentos da prática, só que voltados para o circo”.

Sobre os instrutores da AcroDuo, Nathália e Pedro, o primeiro contato deles com o circo foi numa oficina, como essa que hoje eles estão ministrando. Algum tempo depois, quando a dupla já tinha passado por várias oficinas e cursos, decidiram compartilhar o conhecimento adquirido. Começaram dando aulas particulares de tecido acrobático aqui na capital, quando em 2017 foram para Londrina, no Paraná, estudar na Zirkus, escola técnica de circo onde os alunos têm contato com todos os aparelhos utilizados no circo, e têm oportunidade de conhecer também técnicas teatrais. O casal tem sua pesquisa aprofundada no adágio, estilo que reúne as performances feitas em dupla. Atualmente eles fazem parte do grupo de teatro, circo e música Cia Apoema, em Londrina.

Já o instrutor Murillo Atalaia, da oficina de Aéreos, está no Circo do Mato desde 2013. Ele entrou como aluno no projeto Ponto de Cultura e desde então não parou mais. Murillo participou de vários espetáculos, eventos e oficinas, sempre com foco nos aparelhos aéreos. No ano passado ele se mudou para o Paraná e hoje é aluno da Escola de Circo de Londrina.

Inscrições
Para se inscrever ou ter mais informações sobre as oficinas, é só ligar para 99264-6582 e falar com a Nathália, ou para o 99177-2640 e falar com o Murillo. Para se inscrever nas duas oficinas, basta ligar para 99912-1420 e falar com a Laila, produtora do Circo do Mato.

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