08/11/2018 10:59

Safra deve ser menor no país em 2019, mas cresce em MS, aponta IBGE

Primeiro prognóstico divulgado hoje aponta produção nacional 0,2% menor em relação à safra colhida em 2018

Helio de Freitas, de Dourados
Safra de soja deve crescer 3,6% em Mato Grosso do Sul, segundo IBGE (Foto: Helio de Freitas)Safra de soja deve crescer 3,6% em Mato Grosso do Sul, segundo IBGE (Foto: Helio de Freitas)

A produção agrícola de Mato Grosso do Sul deve se destoar da nacional e crescer em 2019, segundo o primeiro prognóstico para a safra 2019, divulgado nesta quinta-feira (8) pelo IBGE. Já a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve encolher 0,2% no ano que vem, segundo o mesmo levantamento.

A estimativa do IBGE é de que Mato Grosso do Sul, com 10,2 milhões de toneladas de soja, tenha aumento de 3,6% na produção, ancorado pelo aumento de 4,7% na área plantada.

Em 2018, MS colheu 9,8 milhões de toneladas de soja em 2,7 milhões de hectares e na safra a ser colhida em 2019 a área deve chegar a 2,8 milhões de hectares.

Apesar do aumento previsto na produção de soja de Mato Grosso do Sul, o IBGE apontou prognóstico de queda de 1,4% na produção total da região Centro-Oeste, puxada pela baixa de 2% estimada na produção de Mato Grosso, maior produtor agrícola do país.

Ainda sobre a safra colhida em 2018, o IBGE informou hoje que a produção nacional total foi de 227,2 milhões de toneladas, 5,6% inferior à obtida em 2017 (240,6 milhões de toneladas).

Em relação a 2017, houve acréscimo de 2,8% na área da soja e reduções de 8,7% na área do milho e de 7,5% na área de arroz. Quanto à produção, ocorreram decréscimos de 17,9% para o milho, de 5,6% para o arroz e acréscimo de 2,4% para a soja.

Em Mato Grosso do Sul, a produção de milho caiu 21,6% na safra colhida neste ano. A produção de arroz despencou 22,6%.

Armazenagem – O IBGE também divulgou nesta quinta-feira um balanço da capacidade útil disponível para armazenamento, detectada no primeiro semestre de 2018. Mato Grosso do Sul apareceu com 461 estabelecimentos ativos, com capacidade total de armazenar 9,8 milhões de toneladas.

A maior capacidade está nos silos (5,6 milhões de toneladas) e graneleiros (3,6 milhões). Os armazéns convencionais têm capacidade de armazenar 525,6 mil toneladas.

Com 7.733 estabelecimentos ativos no primeiro semestre de 2018, a pesquisa apresentou queda de 0,5%, quando comparada com a pesquisa do segundo semestre de 2017. No primeiro semestre de 2018, a região Centro-Oeste foi a única que teve pequeno aumento no número de estabelecimentos ativos (0,1%), enquanto o Sudeste teve a maior queda (2,4%).

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