28/08/2012 11:52

Prefeito inaugura sede do centro de atendimento para moradores de rua

Luciana Brazil
Prefeito descera a placa do Creas Pop. (Fotos:Rodrigo Pazinato) Prefeito descera a placa do Creas Pop. (Fotos:Rodrigo Pazinato)

Com capacidade para atender mais de 70 pessoas por dia, foi inaugurado na manhã desta terça-feira (28) o prédio do Creas Pop "Claudio Gilberto Botter" (Centro de Referência Especializado em Assistência Social Para População em Situação de Rua).

Sem ter instalação própria, o centro funcionava no mesmo prédio da Cetremi (Centro de Triagem e Encaminhamento do Migrante), e agora terá uma estrutura com salas de atendimento.

O Pop disponibiliza uma equipe multidisciplinar com psicólogos, educadores, advogados, assistentes sociais, entre outros, para atender pessoas que usam a rua como moradia.

O Cetremi é responsável pela triagem, alimentação e pela higienização dessas pessoas. O trabalho é articulado de forma integrada com o Pop, que se responsabiliza pela orientação dos moradores de rua, oferecendo a documentação pessoal, possibilitando a inclusão dessas pessoas em oficinas e projetos.

O prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) e a secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social Tania Mara Garib participaram da inauguração.

A secretária Municipal de Políticas e Ações Sociais e Cidadania Nilva Santos destacou que muitas pessoas já conseguiram se restabelecer após receber o atendimento do Creas Pop. “Tem gente que está recuperando os vínculos familiares e alguns conseguiram deixar as drogas”.

O prefeito frisou que o projeto deve funcionar como apoio para os que precisam dos serviços. “Que esse espaço possa ser o ombro amigo de todos que precisam”.

Exemplos: Um casal de namoradas que já está há um mês abrigado pelo Cetremi diz que a rua chegou por causa da opção sexual e também como consequência das drogas. “Eu quero sair o mais rápido daqui. Aqui é maravilhoso, mas eu quero o meu canto”, disse Luciele Regina, 23 anos.

A namorada concordou e disse que a situação atual começou por falta de aceitação dentro de casa. “Saí de casa porque meus pais não aceitavam eu ser lésbica”, disse Arliene Souza, 26 anos.

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