12/04/2019 18:21

Alvo de degradação, área de preservação ambiental vira depósito de entulho

Lixo está invadindo córrego e extração de Terra Preta é feita no local

Clayton Neves
Caminhão carregado com entulho chegando para despejar material às margens de área de preservação (Foto: Direto das Ruas) Caminhão carregado com entulho chegando para despejar material às margens de área de preservação (Foto: Direto das Ruas)

Moradores do Loteamento Rancho Alegre, em Campo Grande, denunciam exploração de Terra Preta e degradação de um terreno que fica ao lado de uma área de preservação ambiental. De acordo com denúncia, o local virou verdadeiro depósito de entulhos que, inclusive, estão invadindo um córrego que corta a região.

De acordo com uma moradora que não quis se identificar, a situação já dura cerca de oito meses. “Vira e mexe aparecem caminhões que chegam aqui e despejam verdadeiras montanhas de lixo na frente da casa da gente e vão embora”, explica.

No terreno, é possível ver resto de construção, galhos de árvores e muito lixo. Por causa das últimas chuvas, o entulho foi levado até às margens do córrego que passa no local. “O córrego vai morrer daqui alguns dias por causa dessa situação. O lixo está invadindo tudo”, diz a moradora.

Além disso, a área é alvo de exploração de Terra Preta, solo escuro utilizado como adubo para plantas. Cada saco, com aproximadamente 20 kg do produto, é vendido por R$ 10 para floriculturas que vendem a terra pelo dobro do preço.

Entramos em contato com Jucelino José Toledo,proprietário do terreno, que informou que os entulhos estão sendo colocados no local porque a área será aterrada e loteada. “Tenho todos os alvarás da Prefeitura”, garantiu.

Apesar disso, ele negou que tenha conhecimento de que os material esteja prejudicando o córrego. “Vou verificar e resolver essa essa situação. Se de fato estiverem jogando próximo ao córrego vou limpar e pedir para os caminhoneiros tomarem mais cuidado”, disse.

Sobre a extração e comercialização da Terra Preta, Jucelino afirmou que a venda era um complemento da renda para ajudar nos custos com os reparos na área. Ele ainda assumiu que não tem autorização ambiental para a retirada. “Se não puder, eu paro”, concluiu.

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